domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sugiro...

Venho por este meio recomendar alguns filmes que acho interessante vermos nas nossas aulas de filosofia e cinema (filmes estes que se prendem com diversas temáticas e podem ser vistos a qualquer aula:

- Um filme que tenho grande desejo de ver e que penso que seria benéfico à discussão, e que na minha opinião (apesar de já termos abordado alguns dos temas que este filmes nos incita a discutir) constitui um grande buraco na nossa lista. O filme é o "American History X" (América Proibida em Português), que em suma se dirige ao neo-nazismo personificado pela personagem de Derek (Edward Norton) e do seu irmão mais novo Danny, que idolatra o irmão mais velho e lhes segue as pisadas como membro de um largo grupo de skin-heads contra a integração e exploração dos imigrantes nos EUA.

- Outro filme que gostaria bastante de ver, devido ao meu gosto pessoal imenso por esse mesmo filme, é o "Twin Peaks – Os últimos dias de Laura Palmer"de David Lynch, que basicamente é um filme que gira em volta da personagem de Laura Palmer (e o seu assassínio), que em suma acaba por dar cabo da sua vida, e que se dirige á personagem em si de uma forma muito psicológica e profunda, tornando-se na sua base um filme de sonhos, de premonições e alucinações, e que chega até mesmo a ser bizarro, assustador ou objecto de repulsa.

- Outro dos filmes que se dirige objectivamente ao problema da pena de morte, mas que aborda vários outras temáticas, é o "Dead Man Walking" de Tim Robbins, com Sean Penn e Susan Sarandon, e que desenvolve a história de um criminoso condenado a morte por homicídio e violação que luta contra tudo e todos para anular a sua executado com a ajuda de uma freira católica que aceita o cargo de ser correspondente desse mesmo condenado e assim criam uma grande ligação.

- Este filme dirige-se ao tema da corrupção e do crime, da droga e dos gangs, mais objectivamente das favelas no Brasil, e da forma como estas cresceram para criar a rede imensa que hoje são."A cidade de Deus" de Fernando Meirelles

- Por fim queria sugerir m filme que não se pende objectivamente a temáticas muito objectivas mas que é um filme que considero brilhante e que é basicamente sobre a felicidade e a capacidade de ver o positivo mesmo nas piores das condições. Emocionante e hilariante: "A vida é Bela" de 1999 de Roberto Benigni.

Possuo-o todos estes filmes em Dvd’s originais se surgir a hipótese do visionamento de qualquer um deles.

Renato

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sondagens

"Como classificas o filme "Viridiana" de Luis Buñuel?"
1 0 (0%)

2 0 (0%)

3 2 (25%)

4 3 (37%)

5 3 (37%)

Votos apurados: 8

8 votos pessoal!? Costumavamos ter vinte pelo menos no período passado. Vamos lá a reanimar isto.
Alexandre
'' Em 2003, os lares unipessoais tornaram-se o modo de viover mais comum nos Estados Unidos. E ao passo que antigamente as familias se reuniam á noite, hoje, filhos, pais e cônjuges têm cada vez mais dificuldade em passar algum tempo juntos. Em Bowling Alone , a sua aclamada análise do cada vez mais esfarrapado tecido social americano, Robert Putnam fala de duas décadas de declinio do «capital social». Uma maneira de avaliar esse capital, numa dada sociedade, é contabilizar o numero de reunioes publicas e a filiaçao em clubes ou grupos. Enquanto, nos anos 1970, dois terços dos americanos pertenciam a organizaçoes que mantinham reunioes regulares ás quais assistiam, nos anos 90 esse numero caíra para cerca de um terço. Sao valores que refletem, segundo Putnam , uma quebra de conectividade humana na sociedade americana. De entao para cá , proliferou um novo tipo de organizaçao , passando de apenas 8000 nos anos 50 para mais de 20000 no final da década de 90. Mas , ao contrario dos antigos clubes , com os seus encontros presenciais e as suas redes sociais estaveis, estas novas organizaçoes mantêm as pessoas á distancia. Adere-se via e-mail ou atraves de campanhas postais maciças, e a principal actividade resume-se a enviar dinheiro, sem contacto ou interacçao''

Daniel Goleman, Inteligencia Social.

Vivemos rodeados de tecnologia, desde telemoveis a redes sociais, será isso benefico para o desenvolvimento da cooperaçao entre povos estimulando a interaçao ou, pelo contrário promove o isolamento?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

''historia desconhecida dos homens desde há cem mil anos''

o autor é Robert Charroux , o titulo da obra ''História desconhecida dos Homens desde há cem mil anos''para nao pensarem que isto foi publicado por uma editora maluca aqui fica o nome da editora: ''Bertrand''

aqui vos deixo o resumo que vem no livro gostaria de sabeer o que pensam sobre esta ''teoria cientifica''...mais adiante se quiserem posso transcrever uns excertos.

por agora :

''A sua tese fundamental: o homem de hoje nada inventou. Tudo ja foi vivido e experimentado pelos Antepassados Superiores. Os homens construíram já naves siderais, viajaram no cosmos, conheceram as ondas hertzianas, os motores de reacçao, os ioes solares, a energia atomica. Irradiaram o nosso planeta e deterioraram a espécie humana. Mas os poucos sobreviventes desta humanidade superior, antes de desparecerem ou caírem na inconsciencia- antes de se tornarem ao que nós hoje chamamos ''homens pré-historicos'' - legaram aos seus descendentes uma mensagem, advertindo-os das consequencias das suas proprias descobertas. Porém, no decorrer dos séculos, centros de contraverdade têm ocultado este conhecimento, mantido somente pelas sociedades iniciáticas. Extraordinariamente bem documentada, Historia Desconhecida dos Homens desde há cem mil anos, se de inicio surpreende, convence á medida que as paginas vao passando e se acumulam os factos que fascinam os leitores, amantes da Primi-Historia. Remetendo-nos á era dos nossos longinquos antepassados contrutores de uma civilizaçao , que os sabios de hoje, em segredo , reconstituem anunciando o regresso dos mestre do mundo.''

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sondagens

Como classificas o filme "Comédia de Deus" de João Cesar Monteiro?
1 1 (11%)

2 0 (0%)

3 1 (11%)

4 1 (11%)

5 6 (66%)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

E que tal um filme de amor?

Os filmes de Pasolini são impraticáveis de se verem nas aulas. São demasiado escandalosos...

Antes de passarmos à estética, achei que teria piada vermos um filme que relatasse uma história de amor. Pensei no Casablanca do Michael Curtiz, mas este filme coloca um outro problema fulcral relacionado com o sentido da existência.

Lembrei-me então do filme Sommarlek (Um Verão de Amor). Trata-se de um dos primeiros filmes de Ingmar Bergman, realizado em 1951 e que na opinião de Jean-Luc Godard é o mais belo filme alguma vez feito. Não sei se é, mas gostava de o partilhar convosco. Para aqueles que têm uma ideia de Bergman como um cineasta pesado e difícil, podem ficar descansados. Eu sou um incondicional do realizador sueco, mas este é um filme de juventude. Uma bela e triste história de amor. Não sei se vai permitir grande discussão, uma vez que nunca passei este filme a alunos, mas não há nada como experimentar.

Jorge

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ainda sobre os filmes que vimos nas últimas semanas

Os dois filmes que tivemos o prazer de ver, são geralmente considerados filmes escandalosos e, em boa parte,malditos. Embora sejam muito diferentes, colocam-nos como tema central, o questionamento, ou mesmo a rejeição, da ordem de valores dominante na sociedade. São, em boa parte, filmes niilistas , porque mais do que propor uma transmutação de valores (para utilizar a terminologia de Nietzsche), se colocam essencialmente no campo da denúncia.

Na parte final da aula, discutimos um tema que gostaria de retomar e aprofundar aqui: Precisamos de um Bem e de um Mal que ultrapassem uma mera dimensão individual? Deveremos ser absolutamente relativistas na nossa ordem de valores? deveremos, pelo contrário, seguir os princípios de Francesco Alberoni, que afirmava que somos relativistas, mas que deveremos agir como universalistas? Mas se somos unânimes em rejeitar o relativismo (pelo menos o relativismo absoluto) na medida em que ele nos conduz directamente ao egoísmo e à indiferença, que valores deveremos aceitar? Que Bem e que Mal?

Esta discussão pode parecer meramente teórica, mas não é. Se pensarmos na revolução actualmente em curso no Egipto e nas opções políticas e ideológicas que se abrem a esse país, veremos que esta é a grande discussão do nosso tempo.

Jorge