Quanto ao filme penso que as analises sumarias e personagem a personagem já foram feitas e algumas delas com bastaste qualidade, portanto eu gostaria de me dirigir agora ao tema proposto pelo professor no seu post – o tema politico- e para isso vou usar esses mesmo post e as questões que nos propõem.
Antes de fazer o meu comentário queria referir que o que vou escrever não e uma imposição de ideias é apenas a minha opinião sobre o assunto, portanto agradecia e gostaria que houvessem comentários divergentes ao que vou comentar.
Em primeiro lugar penso que é seguro e importante afirmar que, na sua grande maioria, é inevitável que o cidadão europeu seja hoje em dia ainda um pouco racista. É assim algo natural do ser humano que não tem nada a ver com o convívio e a multi-culturalidade entre raças, mas sim pela concorrência e ameaça que a mão de obra (apesar de menos qualificada) barata representa
a) “Como se justifica que estas ideologias tenham tanto sucesso em determinados países da Europa, quando se limitam a apelar aos sentimentos mais baixos da população através de um discurso xenófobo e racista?”
Quanto ao sucesso das ideologias neo-nazys radicais ou não, tem bastante a ver com as experiências de vida de cada um (não e assim tão objectivo ao branco caucasiano como se pensa ser) e não e por acaso que constatamos (tanto nos filmes sobre o assunto como na realidade do nosso dia-a-dia) que os ideologistas neo-nazys apoiados no nacionalismo e no racismo são pessoas com uma vida social familiar e financeira instável. Na verdade têm muito a ver com a inveja e com a competitividade (por vezes injusta) que se sente face aos imigrantes e assim usam o nacionalismo como pretexto para agirem contra essa ameaça e rejeitam assim completamente a multi-culturidade. Penso que este fenómeno acontece na Europa muito devido ao back-ground histórico, ao algo recente passado que ainda a envolve, mas principalmente devido á grande presença desse problema da imigração no nosso dia-a-dia, sendo a Europa hoje em dia um grande centro migratório.
b) “Que políticas devem existir face à pressão migratória das regiões mais pobres do mundo? Aceitar todos? Expulsar todos? Expulsar os que se portam mal?”
Quanto a este problema quero em primeiro lugar referir algo de grande importância quando o assunto é a integração ou a não integração dos imigrantes. É importante para a sociedade mudar a mentalidade em que se vitimiza demasiado os imigrantes na perspectiva racista. Eu portanto acredito e defendo uma sociedade que deve estar mentalizada e saber que cada um nasce com o mesmo tipo de capacidades para tomar escolhas certas ou erradas (como por exemplo, seguir ou não a vida escolar, ou entrar ou não no mundo da droga e da marginalidade) e acima de tudo todos temos as mesmas leis, deveres e direitos legalmente. Para este assunto vou referir-me ao caso francês da expulsão dos ciganos como exemplo. Não me agrada assim que a sociedade e os responsáveis pela integração dos imigrantes olhem para esta situação como a expulsão de pessoas diferente e julgadas pela sua diferença em seja qualquer o nivel (por serem de uma etnia diferente, neste caso ciganos), e não como a expulsão de pessoas que ameaçam a ordem pública através de actos repetidos de roubo, mendicidade violenta ou exploração dos recursos de um pais. Por isso, no que se refere directamente á pergunta da alínea b), penso que o “acção seguido de consequência” é a única maneira justa dos imigrantes consistirem em sociedade. Isto virado também um pouco para o tema da tolerância, este “acção-consequência” deve ser aplicada com autoridade e atenção, e, na busca por uma sociedade utópica, admito e percebo o caso francês por parte de um pais que procura a utopia social no seu pais, e em consequência disso expulsa os disturbadores sociais que se recusao a integrar, que exploram o pais e ignoram as suas leis. Na minha opinião este tipo de autoridade faz falta ao nosso pais, no qual a fuga a lei pelos imigrantes é tratada com indiferença e funciona assim como um impulso para que a lei continue a ser ignorada.
Defendo assim portanto que os imigrantes que se integrem socialmente, não corrompam a nossa sociedade e contribuam para um ambiente positivo dentro da mesma são os que devem ser considerados nacionais e os outros são males que, como corrompem e repelem acções de integração, devem ser limpos em busca da vida social utópica.
c) “Quem deve ser considerado cidadão nacional? Todos os que nascem cá, mesmo sendo filhos de estrangeiros, ou aqueles que mesmo nascendo cá têm que ser filhos de nacionais?”
Nacionais devem puder ser considerados os que contribuem positivamente e se regem segundo a lei na nossa sociedade.E esta afirmação não é assim tão destinada aos imigrantes, porque não só os imigrantes corrompem o nosso sistema social, e todos esses devem ser punidos com a mesma severidade e neles a lei deve cair com exactamente a mesma intensidade.
d) “Que direitos devem ter os imigrantes? Os mesmos que os nacionais, ou menos do que a estes?”
Quanto a este assunto acredito que legalmente todos temos os mesmos direitos e deveres, e no caso dos imigrantes encaro-o como um processo de culpabilização e escolha de agir segundo ou contra essas mesmas leis. E não existe algo que revolte mais a sociedade (ou pelo – devia ter a sua atenção) do que o ignorar das leis pelos imigrantes em seu beneficio, como, por exemplo, na recolha de subsídios ilegalmente e na exploração dos recursos financeiros também ilegalmente, quando os naturais desse mesmo pais vêm a vida complicada por seguirem segundo a lei e serem honestos numa sociedade em que cada vez menos a honestidade e a lei são importantes.
e) “Como podemos integrar os povos das culturas que são muito diferentes das nossas e que se auto-marginalizam como os ciganos ou os árabes?”
Na minha opinião, penso que esta missão “integração” tem muito boas probabilidades de ter sucesso até que se encontra com uma barreira já antiga, alta e resistente. É para mim é confuso quando os responsáveis para a integração discutem este problema como se tivessem o poder para fazer a diferença, como se tivessem influencia sobre os imigrantes, quando o problema vêm do outro lado da barreira, na qual os imigrantes repelem qualquer tentativa para a sua integração na sociedade e infringem a lei para sublinhar esse facto. Enquanto não tivermos influencia sobre as suas mentalidades (que na minha opinião nunca será) a missão “integração” não passa de uma fantasia de mentes inocentes e, na verdade, essa integração e a multi-cultiralidade total que a segue não é mais do que um luxo de um mundo utópico onde a sub-exploraçao, corrupção e fuga as leis não existe. E a verdade é que a integraçao dos já referidos como "auto-marginalizadores" não traz quaisquer benefícios e a probabilidade de trazer malefícios é muito maior, dado que para haver integração, é preciso haver confiança, algo que a generalidade dos imigrantes têm demonstrado não merecer.
f) “Finalmente, a questão fundamental em termos filosóficos e que já John Locke colocava no final do século XVII: quais são os limites da tolerância?”
Quanto á tolerância vou utilizar o caso português como exemplo porque se dirige directamente a nós, e numa avaliação ao nível de tolerância que é empregado sobre a delinquência em Portugal pudemos classifica-lo como vergonhoso, onde basicamente imperam estas características (e não só em Portugal): a já habitual cumplicidade com o crime; a omissão da culpa e dos culpados; insensibilidade ética e que se segue, sendo este o pior factor caracterizador do nível de tolerância empregue, o comodismo.
Na minha opinião, não devemos ter qualquer tipo de tolerância para com quem assassina, abusa, trafica, ignora a lei ou é corrupto, muito pelo contrário, devemos ser sim firmes, rigorosos e severos. E ao dizer isto não devo ser julgado como intolerante ou autoritário, mas sim como um defensor da ordem e alguém que age em virtude da justiça comum. Não o fazer, ignorar, ou não se manifestar contra estes crimes e delinquências (todas as vergonhas que ouvimos e lemos nos tele-jornais e jornais diários), é não ter quaisquer tipos de princípios ser cúmplice do mal. É aceitar e acomodar-se com o violar do seu próprio pais o completo contrario do patriotismo. Para isto são feitas as leis, e acho que esta é das principais razoes porque Portugal é tão explorado e os roubos sucessivos não vão terminar, onde a falta de autoridade e a indiferença ainda reinam.
Renato
Uma cidade utópica, segundo Thomas More, e numa descrição radicalmente curta, é um lugar puro e perfeito. Dizes que se devia atingir esse objectivo, o de viver numa sociedade utópica, mas então esses 'males que corrompem' vão para onde? Matamo-los? Criamos um ilha só de criminosos e pessoas que se auto-marginalizam?
ResponderEliminarPenso também que não devias generalizar quando dizes que os imigrantes não merecem que neles se deposite confiança.
ps: se pareci bruta a comentar foi sem querer
Pareceste sim e amanha vamos andar á porrada xD
ResponderEliminarah mas eu esforcei me e mencionei antes no texto que como um facilitador de discurso, ao dizer "os imigrantes" não me refiro a todos mas infeliz e racionalmente, apenas á maioria. E como resposta a este comentário acredito que haja pessoas que tenham tipo boas experiências a níveis pessoais (eu também os tive, como é o caso da Alexandra)com imigrantes, mas a verdade é que as circunstancias sociais em que os imigrantes se encontram são, maioritariamente, negativas.
O Lugar puro e perfeito não é possível porque a própria natureza do homem é contraditória a isso mesmo. No texto referi me ao aproximar num contexto social dessa utopia. Para o caso que referiste penso que não se têm de pensar no assunto como sermos responsáveis para com a integração dos imigrantes. Se a comunidade imigrante se recusa a viver numa sociedade que se rege por leis e que só funciona se essas leis forem respeitadas, têm por isso mesmo as consequências da sua escolha. A única responsabilidade mínima que podemos ter é connosco próprios...mentalizarmos-nos que não temos culpa se alguns imigrantes escolhem a vida em que corrompem e marginalizam,e não temos que calcular soluções para os integrar. A responsabilidade é assim deles, e quando essas escolhas negativas são feitas, a lei deve recair fortemente sobre eles, seja pela expulsão, isolação, prisão...etc....a partir da altura em que eles sofrem as consequências não nós devemos sentir culpados nem devemos fazer desses mesmo imigrantes imigrantes "mártires", devemos apenas alerta-los que as aplicação das leis (ou não) sobre eles é da sua única e exclusiva responsabilidade.