Gostaria de propor um filme para a próxima (ou pelo menos para as próximas aulas). É um filme alemão, de 2008, chamado "A Onda", baseado em factos reais ocorridos numa escola secundária da Califórnia em 1967.
Resumidamente, é a história de um professor que, aproveitando a "semana de projectos" da sua escola (supostamente uma semana onde são dadas várias aulas sobre vários sistemas políticos diferentes) decide escolher dar aulas sobre anarquia. A coisa não lhe sai muito bem e acaba na turma das ditaduras. Ao aperceber-se que os alunos da sua turma não acreditam que volte à Alemanha outra repressão como o III Reich, decide criar ele próprio, sem os próprios alunos perceberem, uma ditadura dentro da sala de aula que, como depois se verá, se irá rapidamente espalhar, com consequências inesperadas.
Não é bem um filme sobre jovens em revolta é, pelo contrário, um filme que mostra jovens que são rapidamente influenciados por algo que lhes é imposto: uma ditadura. Eu achei interessante já que dá para perceber muito bem como ascenderam, por exemplo, os nazis, só não sei se é melhor ver o filme neste período relacionado com "jovens em revolta" se com o período dos "sistemas políticos".
Trailer:
Gonçalo Lima
A Onda é um filme incontornável. Penso que o podemos ver dentro de umas duas aulas, quando fizermos a transição para a política mais pura e dura, na análise da génese dos sistemas totalitários. Há um outro filme, embora pior, que me parece igualmente interessante na abordagem do neonazismo que é o América Proibida que também podemos ver por essa altura
ResponderEliminarJorge
Nunca vi mas a sinopse é aliciante.
ResponderEliminarAinda outro dia vi a "América Proibida" stôr! E por acaso tinha-me lembrado de sugrir o filme na última aula, mas depois passou-me por achar que era muito forte. Também era capaz de ser uma prposta interessante! Ainda bem que se lembrou! O Edward Norton é o melhor actor da geração dele.
ResponderEliminarOlá. Desconhecia o filme “ A Onda” por completo, e se inicialmente podia parecer exagerada esta ideia de criar uma ditadura numa sala de aula e na sua periferia, o facto do filme ser baseado numa história verídica vem contradizer isto mesmo.
ResponderEliminarParece-me que poderá ser interessante continuar a ver até que ponto, na nossa idade, somos influenciáveis. Esta é uma ideia que nos surgiu nos dois filmes anteriores e que ainda pode ser muito bem explorada. Se à primeira vista podemos considerar o assunto com uma certa ingenuidade e dizer que não caímos no erro dos nossos antepassados, se o dizemos simplesmente da boca para fora sem de facto tomarmos uma atitude no dia-a-dia em relação a isso, podemos muito bem vir a fazê-lo. E assim lá se vão as palavras ditas, que não passaram disso, palavras…. É mais do que falar de cabeça fria sem parar um segundo para pensar no que realmente dizemos, é uma questão de meditar e escapar um bocado a esta inércia que a pouco nos leva. É importante esclarecer que factores levaram a tal tipo de comportamento – falta de dados, ignorância, indiferença, egoísmo (?).
Dito isto (e para acabar, já que me entusiasmei com o discurso), acho que não é nada despropositado passar o filme já nesta primeira fase. Isto, é claro, supondo que qualquer tipo de violência é já um efeito secundário de alguma revolta que temos em nós. Parece-me que de certa forma se adapta aos dois temas.
Isa Marques