O filme " A Onda" que vimos hoje levanta muitas, mas mesmo muitas questões ,tanto de política como de valores...
Este filme responde e muito bem a certas questões e dúvidas de todos nós como:
(Afinal, como foi possível a ditadura de Hitler? Poderia a ditadura de Hitler repetir-se hoje em dia? Será que a juventude actual, especialmente os jovens alemães, põe a possibilidade de serem como que uma “massa de manobras” de um ditador?)…
“A Onda” mostra-nos não só o valor real da persuasão mas também que a manipulação de grupos não é algo assim tão complexo.. Parece que quase basta usar um conceito que seja facilmente alvo de discórdia e de "picardia" e usar e abusar da persuasão para conseguir mover massas..
Pergunto-me, analisando o filme, até que ponto conseguem, nós seres humanos, convencer-nos, manusear-nos, fazer-nos acreditar e admitir apenas aquela possibilidade como correcta, manipular-nos… Conseguir mesmo com ideologias e ideais "baratos", bases pouco fundadas e argumentos frágeis, que todos as sigam sem sequer se questionarem o porquê realmente de estarem a faze-lo..
Acho interessante a ideia de autoridade exposta neste filme. Hoje em dia a sociedade oferece-nos protótipos de pessoas “ ideias”, de pessoas que nos servem de exemplo, devem ser dignas da nossa admiração e de respeito(polícias, médicos etc) . A questão da autoridade do professor é bastante controversa. Hoje em dia a educação é para todos, não é como antigamente em que apenas as pessoas com posses económicas a podiam frequentar. A escola tornou-se algo “banal”... Toda esta mudança de mentalidades fez com que o ensino tenha cada vez menos valor mas mais importância. Cada vez se exige mais, quanto mais se estudar maior as hipóteses de “vingar na vida”, mas a questão prática de ir á escola para aprender tem sido denegrida ao longo dos tempos.. Os professores tem perdido autoridade muito por culpa dos pais, que ao terem cada vez mais acção na educação escolar dos filhos têm suavizado as acções menos boas por parte dos seus filhos, isto tudo na minha opinião…
Rute Lopes
Concordo com quase tudo o que dizes menos na parte final quando referes que "os professores têm perdido autoridade muito por culpa dos pais, que ao terem cada vez mais acção na educação escolar dos filhos têm suavizado as acções menos boas por parte dos seus filhos". A meu ver, a perda de autoridade dos professores e do respeito que lhes é devido por parte dos alunos deve-se apenas à mudança da nossa sociedade. Antes do 25 de Abril os professores eram muito mais rígidos, não permitindo qualquer ruído ou falta de respeito e atribuindo castigos severos a quem não cumprisse as regras de sala de aula. Actualmente, vivemos numa sociedade muito mais permissiva em que já não se dá o devido valor às pessoas mais velhas e em que os alunos desrespeitam e, por vezes, maltratam os professores como se lhes fossem superiores. Penso que a menor rigidez do método de ensino dá aos adolescentes maior liberdade para ver até onde vão os limites, ultrapassando-os frequentemente. Será que se tivesse-mos um método de ensino semelhante ao do colégio inglês ou ao do colégio alemão não seria melhor e não reforçaria os princípios de boa educação e respeito pelos professores? E será que a autoridade dos professores nestes colégios é igual à autoridade dos professores nas escolas portuguesas?
ResponderEliminarPercebo perfeitamente o que queres dizer.. Antigamente estudar era sinónimo de aprender, ganhar conhecimentos para outrora ocupar os cargos profissionais mais complexos e com maior rentabilidade. Os pais apostavam nos filhos, se não existisse sucesso estes eram "expulsos" das escola e iam como que "sustentarem-se a si próprios, casar ter filhos, a sua independencia e a sua familia. Antigamente existia muito mais empreendorismo, isto é, mesmo as pessoas com fraca escolaridade podiam abrir ou mesmo seguir o negócio da familia.
ResponderEliminarO ensino privado mais que um ensino de elites é um ensino de resultados. Não tens sucesso és convidado a sair... è claro que quem estuda nos colégios privados não sou tem mais atenção por parte dos professores, que anseiam bons resultados para os rankings, mas tamb+ém por parte dos pais e estao claramente a investir e muito no futuro desses seus filhos.
Como nas escolas públicas existe toda a diversidade de estudantes, de ambientes e de educações, como não é restringida a entrada de nenhum aluno o equilibrio e a harmonia entre professores/alunos é muito mais complexa e dificil.
Na minha opinião, acho que a autoridade dos professores tem sido denegrida... temos que pensar que passamos mais tempo na escola que em casa, que a escola mais que um lugar para aprender tem.se tornado um lugar de entretenimento e diversão, a escola já não é levada tão a sério como antigamente, e ai está o problema...
O facilitismo impera, os professores e pais, fazem de tudo para que os seus filhos não reprovem, são atenuados e suavizados problemas..
A educação e mais própriamnete a escola já não são o que eram antigamente e a questão da autoridade, essa tem sido banalizada e "rebaixada" com o passar dos anos, tempos e gerações...
Falou-se na aula daquela questão de alguns professores não saberem impôr limites e de serem pouco rígidos. Ora se estivéssemos a falar de crianças do básico ou afins, eu percebia a necessidade de rigidez, mas uma vez que já estamos no 12º, não percebo. A partir de que idade é que começamos a ter auto-controlo?Aos 30?35?Ou só aos 40?Parece-me insensato. Quando é que nos responsabilizamos pelo que fazemos?Também aos 30? Uma pessoa queixar-se de que o professor não o sabe mandar calar parece-me ridículo, mas isto de facto acontece, e por vezes são os que mais falam que se queixam. Só obedecem com pressão? Á força? Se já sabe que está errado, todo o problema se resolve simplesmente fechando a boca.Com esta idade já devíamos ter a noção de que não estamos a fazer favor nenhum aos professores quando os ouvimos, não é para isso que vamos às aulas, para lhes aumentar o ego fingindo que estamos interessados no que dizem. Não, não é isso! Pode-se tornar frustrante é quando é um no meio de trinta que ainda não se aperceberam de tal.
ResponderEliminarAcredito que haja uma desvalorização por parte dos alunos, mas a solução também não me parece ser vir o professor com o "chicote". Onde está o meio-termo? Percebo o que dizes Rute, é triste é às vezes todos nós termos de pensar que as pessoas para se respeitarem têm de estar sobre pressão, o que se torna numa forma de respeito muito relativa, e que eu, muito sinceramente, desvalorizo por completo. É igualmente triste ouvir pessoas dizer que só agiriam bem se estivessem, mais uma vez, sob alguma forma de pressão, constante sugiro, que se sentem desconfortáveis com a ausência desta. Faz-me pensar novamente se não será tudo uma questão de educação e da forma, mais ou menos rígida, como se é tratado em casa e em ambiente familiar, de tal maneira que na ausência de coerção achamos que temos portas abertas ao total descontrolo.
Rute, esse teu último comentário fez-me pensar numa coisa que a minha professora de Química disse, e que apesar de na altura não me ter chamado muita à atenção, agora que leio isto fez-me pensar. Ela disse que foi quando deu aulas numa terrinha no interior do país, cujo nome não me recordo, que teve os melhores alunos. E qual é a explicação por detrás disto? Se chumbassem os pais mandavam os filhos ir trabalhar para a terra, plantar batatas basicamente. Mais uma vez o sucesso escolar tem de vir acompanhado com algum tipo de pressão escondida atrás. É algo que me incomoda, como já disse, esta aparente falta de gosto. Ou se ganham o mínimo gosto é só porque odeiam as outras opções que lhes são apresentadas, e se se puder encontrar os métodos mais fáceis para se alcançar os fins assim o farão, mesmo que chegado o fim sintam que não cresceram nada como pessoas. A questão será terem de alguma forma feito o que o pai, o tio ou o primo mandaram fazer, ou simplesmente o facto de não estarem a plantar batatas. Gosto pelo que se faz?Pff, ninguém ouviu falar disso.
ResponderEliminarpois.. concordo contigo isa. Hoje em dia ninguém ambiciona ser canalizador ou empregado de balcão, hoje em dia ambicionamos sempre o topo, ser gerentes, chefes donos de garndes empresas, cargos com reputação e prestigio. é preciso por de parte o que se gosta realmente se não nos der a estabilidade financeira necessária para uma boa e independente vida...
ResponderEliminarHoje em dia a escola perdeu o seu valor real, estamos mais preocupados com a hora do toque para a saída do que para entrar para a sala de aula. O que é aprender hoje me dia? decorar livros e livros e muitos deles nem serão essenciais na nossa área de trabalho..
e a cultura geral? e o civismo? coisas tão básicas que a escola tem dado lugar a meios e formas de entretenimento..
O simples facto de ir á escola, tornou-se numa obrigação e não num verdadeiro gosto.. E é esta mudança que afirmo que fez com que a autoridade dos professores tenha descrescido, é o facto de não dar-mos valor ao sitio onde estamos e com quem estamos que nos faz relativizar todo este nosso ciclo..
Concordo contigo quando dizes que hoje-em-dia,em geral, não damos valor à escola e aos nossos professores. Antigamente, nem toda a gente tinha acesso ao ensino e, por isso, os alunos davam muito mais importância à escola, mostrando grande interesse em ouvir aquilo que os professores, sendo mais velhos, tinham para lhes ensinar. No entanto, não concordo que o facto da ida à escola se ter tornado numa obrigação e não num gosto tenha sido um factor condicionante na perda de autoridade por parte dos professores. Penso sim que é um problema da mudança da sociedade, que se tornou mais liberal, e consequentemente os pais passaram a dar mais liberdade aos seus filhos para fazerem o que eles querem e lhes apetece. No passado recente, ainda na geração dos nosso pais ou avós, nenhuma criança ou adolescente ousava ser malcriado para os pais sob pena de levarem com o cinto das calças ou serem castigados de uma outra forma igualmente severa. Actualmente, o desrespeito para com os pais tornou-se uma prática recorrente.
ResponderEliminarA meu ver, foi esta mudança na forma de educação das crianças e a alteração da mentalidade na sociedade que passou de casa para a escola e que conduziu à ausência de respeito que a maioria dos adolescentes, hoje, demonstram junto das pessoas mais velhas.
Não digo que "levassem todos com o cinto" em casa, parece muito generalizado, mas pelo menos na escola não seria da mesma maneira. Se pensarmos a nível escolar, houve mudanças políticas que tornaram tal coisa completamente inaceitável, e acho que não é algo de que se deva ter saudades, pelo menos a meu ver.
ResponderEliminarEu acho que a falta de vontade dos alunos conduz também à falta de entusiasmo do professor (totalmente compreensível), o que de alguma maneira pode fazer com que este já nem tenha vontade de se impôr, quando o desinteresse é geral. Se quiser ouve, se não quiser, não ouve.
Começando por um ponto que eu acho importantíssimo que são a grandes diferenças entre o ensino público e o ensino privado. Gostaria de frisar que hoje em dia, para além de os professores do privado se preocuparem apenas com médias, chegam-lhes “às mãos” somente os melhores dos melhores alunos. No entanto, para além disto penso que há algo de que nem todos estamos conscientes. O que acontece é que nos dias de hoje, professores de escolas públicas são obrigados a fazer algo mais do que ensinar, têm que por vezes, fazer um papel de "assistentes sociais". Esta é uma realidade que não vivemos, pois ao falar disto não me refiro a escolas secundárias como a nossa mas sim, a escolas de ensino básico ou de zonas mais problemáticas. É também pelo facto de a minha mãe ser professora que vos conto isto e fortaleço a ideia de que parte da culpa do desrespeito que existe hoje nas escolas se deve a alguma falta de autoridade por parte dos pais, falta de atenção ou mesmo alguma falta de educação que não deram aos filhos. Já ouvi histórias em que alunos faltam ao respeito a professores, os pais são chamados à escola de aqui há três tipos de reacções: ou os pais não aparecem, ou respondem algo do estilo ”Ah, mas ele/a também isso ao pai/mãe” ou ainda “Só fez isso? Ah pensei que tivesse sido algo grave” (temos que ter em conta que se o Encarregado de Educação é chamado à Direcção da escola não porque o seu educando disse um palavrão no intervalo entre os amigos). Infelizmente, também vivemos numa sociedade em que há quem tenha filhos porque "ficam bem na fotografia", pois na prática não têm tempo para lhes dar amor e carinho, procurando assim na escola um posto em que depositem os filhos de manhã e só os tenham que ir buscar ao final do dia.
ResponderEliminarConcordo absolutamente, Isa, quando falas no desinteresse dos professores e aí gostaria de acrescentar ao que disseste que parte do seu desinteresse é devido a razões políticas. Não penso que seja importante discutirmos qualquer uma delas que seja no entanto, é uma realidade. Se os professores escolheram esta profissão porque gostavam de ensinar hoje em dia, se olharmos para um horário de professor, no meio das aulas têm muitas horas de trabalho burocrático e coisas que tais. Até, com certeza que te recordarás da conversa que a professora de Português teve connosco no outro dia, paço a citar para todos os que não estavam presentes: "Antigamente costumava dizer que se me saísse o EuroMilhões não deixaria de vir à escola mas, se me saísse hoje uma quantia imensa de dinheiro podem ter a certeza que amanha não estaria cá" (peço desculpa por qualquer erro ao relatar o seu discurso, mas a ideia foi esta). Contudo, reconheço também que a acrescentar a isto existe a falta de interesse por parte dos alunos sobre a qual vocês tanto falam. Não poderia concordar mais! Hoje em dia a juventude pensa que ir às aulas e fazer os trabalhos de casa é um favor que se faz a alguém que não a nós próprios... Enfim. Talvez seja porque, antigamente existia o hábito de que era necessário sair de casa, casar, ter filhos e dinheiro para sustentar tudo isto e se possível alcançar todas estas etapas antes dos 20! Enquanto hoje vive-se em casa dos pais até aos 30 e até lá é o "logo se vê" no que diz respeito a organizar uma "vida própria". Com isto, quero dizer que acho que os jovens pensam demasiado debaixo das saias dos pais. Deixaram de ver a importância dos estudos e com isto a importância da escola. Obviamente com excepções.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarQuando tentei enviar o comentário deu erro, como tal voltei a tentar mas divido ao meio. Quando voltei ao site estava o completo e o divido. Foi isso que apaguei :)
ResponderEliminarConcordo totalmente com a ideia de viver debaixo das saias dos pais até aos 30, algo que ainda não é global, porque se for pensar por exemplo na Holanda, há muito o hábito de por volta dos 16/18 anos os filhos começarem a sustentar-se a si próprios. E digo isto na sequência duma conversa que tive com um amigo de Amesterdão que, de entre vários hábitos portugueses, como o fascínio em não chegar a horas a lado nenhum, ficou espantado com este em particular.
ResponderEliminarAchei também importante chamares à atenção para aqueles pais que têm filhos só porque sim, só para seguir aquela típica sequência do casar e ter filhos, que às vezes quase dá ares de concurso, sem sequer pensarem no que isso realmente quer dizer. Têm filhos e depois dizem que estes não têm motivos de queixa porque lhes dão comida e casa, que é tudo o que deviam ter. Mas as pessoas têm filhos para isso?Não seria mais fácil arranjar um cão? É, tal como disseste, uma questão de amor e carinho, e não só tê-los porque calhou e é o que se costuma fazer. Aliás, ainda há pessoas que têm um grande preconceito para com quem diz não querer ter filhos, como se fosse uma obrigação. Ora se ter filhos conduz a uma educação completamente desprovida de atenção e de interesse por parte de alguns, o que basicamente já nem se chama uma educação, sugiro que se pense duas vezes.
Isso que a professora de Português disse também já ouvi do meu pai e de explicadores que tive, parece já um sentimento comum. É uma mistura de burocracias e de um desânimo total perante a falta de interesse dos alunos.
Há até escolas públicas que fazem subtilmente essa selecção, como na que eu andei do meu 5º ao 9º ano, em que para se ficar no 7º não podias ter mais de um 3. Claro que depois se vinham gabar da sua posição no ranking, facilmente explicada por esta situação que eles gostavam de desmentir. Mas por vezes, como tu referiste, não é uma questão de acabar o secundário com média de 18, é uma questão de de acabar o secundário ponto final.Um bom exemplo disso é o discurso da directora daquela escola de Almodôvar que está em último lugar no ranking.
Concordo e, acima de tudo, gostei do que disseram até aqui já que são bastante fiéis à realidade das escolas e da educação no nosso país.
ResponderEliminarRelativamente à parte de que fala a Rute, sobre a manipulação dos grupos não ser assim tão "complexa", isso tem muito que se lhe diga. Na minha opinião, acho que se te apetecesse na 2a chegares à escola e implementares um regime como o que assistimos no filme, penso que não conseguirias. Não digo isto por falta de "persuasão" porque sei que a tens, mas a verdade é que esta manipulação inerente ao filme (para mim é o ponto essencial e que o realizador pretendeu explorar), acontece quando existe respeito e talvez um pouco de admiração por quem te está a querer manipular ou incentivar a fazer o que te está a ser pedido. Não é assim? Faríamos o que eles fizeram se fosse uma pessoa qualquer a ter aquela ideia? Um amigo? Penso que não.
Quanto à parte de que falaram muito também, sobre a rigidez (ou a falta dela) de alguns professores, concordo com a Isa quando diz que isso é inadmissível quando estamos a falar de pessoas que, na sua maioria, têm ou terão dentro de pouco tempo 18 anos, que devia ser sinal de responsabilidade e respeito, não interessando que o professor seja rígido ou não. A escola, ao contrário do que 90% dos alunos pensa actualmente, é um sítio que não tem como objectivo principal estar com os amigos ou seguir tendências da moda e afins como acha muito gente, devia ser um local onde isso vem por acréscimo, depois de fazermos aquilo que nos é pedido enquanto alunos, que é aprender e respeitar quem decidiu como profissão ser professor e ensinar-nos. É discutível, obviamente, se todos têm a vocação e o carisma necessários para captar a atenção dos alunos e incentivá-los a fazer sempre mais e melhor, mas não é por isso que não devíamos respeitar até esses (há excepções, aqueles que se calhar não mereciam nada mas isso é outra história). Senão, é como diz a Mafalda, os professores deixam de exercer a profissão com a paixão que sentiam há uns anos atrás, por tudo o que disseste sobre as questões políticas de que temos vindo a ter conhecimento nos últimos anos, mas também porque já há pouca gente que os ouve e que os tem como modelo a seguir ou simplesmente que lhes reconheça autoridade e liderança, porque quer pensemos muitas vezes que não, eles são a pedra-base numa sala de aula.
A verdade é que, infelizmente, muitos de nós que querem aprender, também nos temos que sujeitar ao que a Mafalda disse de os professores serem, agora, "assistentes sociais", ou mesmo, em muitos casos, terem de fazer o papel de pai ou mãe na educação de alguem, o que é ridículo quando estamos a um ano de entrar na faculdade e devíamos poder aproveitar a oportunidade de aprender coisas que nos vão fazer falta e que, por uns, pagam outros.
É interessante essa ideia de, no interior, os alunos serem melhores. É uma prova de que tomarmos como garantida a escola e inúmeras oportunidades que, se chumbarmos, teremos a seguir, é deveras prejudicial para o nosso futuro, pois se tivéssemos consciência de que, se não justificarmos o investimento que é feito em nós, "temos pena", talvez aí sim, houvesse uma mudança de mentalidades que há muito tempo faz falta... enfim.
Concordo plenamente contigo mafalda,hoje em dia a discrepancia entre o ensino privado e o púlblico é imenso.. Hoje em dia até os professores esatão desmotivados. reparam que para o ano, quando formos para a universiade muitos de nós e até dos nossos colegas depis de terminarmos o curso podemos ter que ficar um longo tempo á espera do emprego certo, na area que esolhemos, e que porventura termos que envregar num cargo que não é para o qual nós estudamos...
ResponderEliminarEstas questões explodem connosco, os rankings,as notas tudddo, mais que saber e ganhar conhecimentos são as notas que interessam, é injusto na minha opinião, ás vezes não e facil expor exactamente o que se sabe numas meras duas horas.. Um desleixo pode compremeter toda a nossa vida
Rita, agarrando no teu aparte em relação aos professores que realmente são incompetentes, eu acrescento, por experiência própria, que desde que esses ofereçam notas a grande maioria dos alunos fica felicíssima com a situação. Aí está o cúmulo da falta de interesse!A situação mantém-se, como já se mantém há anos, mas como o objectivo final parece ser o valor na pauta, e não o facto de terem aprendido o quer que seja ou não, fica tudo na mesma. Portanto, basicamente, e neste caso em particular, não se pode dizer que a falta de respeito provém da incompetência, pelo menos na grande maioria dos casos.
ResponderEliminarSim Rute, concordo plenamente em relação ao método de avaliação. Acho um exagero o que um exame vale, posso andar a trabalhar 2 ou 3 anos a sério, e depois no exame inervo-me, porque é motivo para isso, não corre tão bem como queria, e por aí se vai metade do trabalho como se nada fosse. Já nem falo de alguns critérios de avaliação ridículos nos exames da área científica...
ResponderEliminar"Já nem falo de alguns critérios de avaliação ridículos nos exames da área científica..." Mesmo! Quando nos toca a nós, é um sentimento de frustração enorme.
ResponderEliminarAgora, os alunos são cada vez mais (apenas) um valor de uma média aritmética e cada vez menos alguém que pode mostrar o que é, o que pode fazer, o que pode valer, sem depender de um número para nos rotular. No fundo é no que a competitividade das médias nos tornam, pessoas que não fazem o que querem mas sim o que lhes é impingido para ter determinado valor no final do ano. É a nossa realidade e quem está mal com isso, acaba por sair prejudicado. Quantas vezes não assistimos já a "lambe-botas" (que não faltam por aí!) a pedirem notas? Se não quiseres ser, tens bom remédio, muitas vezes tens de trabalhar o dobro, para no fim a tua nota ser a mesma. Foi no que se tornou tudo isto.
Exactamente, e olha que esses lambe-botas são muitas vezes bem sucedidos!O que é completamente frustrante para quem não tem vocação nessa área de lambe-botas, nem tão pouco tem vontade de a ter.
ResponderEliminarO que me irrita mais profundamente são aqueles critérios em físico-química em que há uma palavra-chave, e das milhentas maneiras que podes dizer uma coisa, convém dizeres da maneira que as pessoas que fizeram o exame pensaram, ou tens zero, é simples!Até corrigem aquilo mais depressa. É que às vezes nem é uma ideia, é mesmo só uma palavra. Ou a dizes, ou não.
Vivemos numa sociedade onde ter uma cunha é um passaporte para ser bem sucedido..
ResponderEliminarComo cada vez mais, existe maior oferta e tambem na minha opiniao, de maior qualidade, a cunha é um maneira facil de se consguir cargos e posições que de outrta forma era impensavél..
Vivemos num mundo deaparencias, onde a hipocrisia e o sinismo reinam..
Acredita que as pessoas que apenas copiam e que apenas fazem cábulas acabam por ter melhores notas e no futuro próximo a terem melhores condições de vida, do que aqueles que passam horas e horas em frente aos livro..
È desonesto, más é verdade.. Tipico povo portugues, sempre no "desenrasca"
Completamente, já nem é uma questão de book smart, e sim de street smart. Os desenrasca e lambe-botas caminham lado-a-lado nesta história, e safam-se muito bem.
ResponderEliminarConcordo, na generalidade, comas vossas opiniões sobre as diferenças entre o ensino público e o ensino provado, mas queria fazer uma ressalva: há ensino privado de grande qualidade (independentemente da forma como o consegue) e outro que é muito mau. Falem-me daqueles externatos onde os professores têm horários muito curtos e mal pagos, em acumulação com o ensino público e que têm como único objectivo proporcionar boas notas aos alunos.
ResponderEliminarJorge
Patrícia
ResponderEliminarEu estudei nos anos 60 e 70 e a história de que os alunos eram muito bem comportados na ditadura é um mito.
É certo que a autoridade dos professores era incontestável, mas também toda a autoridade o era. Mas também os limites eram constantemente desafiados e havia muito mau comportamento nas aulas. Pelo menos em certas escolas,
Parece-me ser um aspecto que é transversal a todas as épocas e regimes políticos.
Jorge