quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Um ano de 2011 com bom cinema e muitos debates

Queria desejar a tod@s um feliz ano de 2011. Embora as coisas não estejam famosas com todas estas medidas duríssimas que se adivinham no início do ano, pelo menos sempre posso desejar para os nossos encontros semanais às 5ªs feiras, bons filmes e debates animados.

Gostava no reinício das nossas actividades de fazer um mini ciclo em que o preconceito moral fosse o tema dominante. Gostaria que víssemos o maravilhoso filme de Todd Haynes - Longe do Paraíso (Far From Heaven podem ver o trailer no youtube em ). O segundo filme gostaria que fosse escolhido por vocês e aceitam-se sugestões.

Jorge

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sugestão


Ontém vi o "Hannah and Her Sisters" do Woody Allen, muito bom! Provavelmente um dos seus melhores filmes dirigidos à questão da complexidade das relações humanas e a identidade religiosa.
Aqui f8ica o trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=Qtgw38Yq2Qs

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boas Festas a todos e com bom cinema

Queria desejar a tod@s um feliz natal e um óptimo ano novo.

Aproveito para vos deixar uma lista de 10 filmes que podem ver nas férias, recorrendo ao blog http://myonethousandmovies.blogspot.com/

Alain Resnais - O Último Ano em Marienbad (se conseguirem ver este, conseguem ver todos)

Andrei Tarkovsky - Stalker

Carl Dreyer - A Palavra

Douglas Sirk - Imitação de Vida

Frank Capra - Do Céu Caiu Uma Estrela (ideal para o Natal)

Ingmar Bergmann - Fanny e Alexandre

Jean Renoir - A Regra do Jogo

John Cassavetes - Noite de Estreia

Luchino Visconti - Sentimento

Nicholas Ray - Johnny Guitar

Se conseguirem ver pelo menos um destes filmes, seguramente terão umas boas férias!

Jorge

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sondagens

Sondagens:
"Como classificas o filme "12 Homens em Fúria" de Sidney Lumet?"
1 0 (0%)

2 0 (0%)

3 1 (6%)

4 2 (12%)

5 13 (81%)


Votos apurados: 16

Vou deixar também para o "Mars Attacks!"...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Não vos abandonei

Peço desculpa a tod@s pelo facto de ainda não ter escrito esta semana. Acontece que ando cheio de trabalho, a ler as vossas críticas (o que faço com muito prazer) e a corrigir testes de 11º ano (o que faço com menos prazer).

Queria, no entanto, solicitar a vossa colaboração para a escolha do filme da próxima semana. Eu gostava que víssemos uma comédia mais ligeira, atendendo a que se trata do final do período, mas as escolhas que fiz no ano passado não foram muito bem sucedidas.

Por isso façam as vossas sugestões aqui. Não vale sugerir e não arranjar o filme. Uma comédia ligeira e divertida não tem que ser forçosamente um filme idiota. tipo Scarie Movie ou coisa do género.

Jorge

sábado, 11 de dezembro de 2010

"12 Homens em Fúria"


Olá a todos!
Em primeiro lugar, obrigado a Isa pela excelente sugestão que fez para o filme que vimos: “12 Homens em Fúria” de Sidney Lumet.
Em termos estéticos, estamos a falar de um filme interessantíssimo porque apesar de decorrer praticamente durante 96 minutos dentro de uma sala, não se torna nada entediante.
É extraordinário pensarmos que todo um raciocínio desenvolvido a partir da personagem do Fonda leva a que de 11 votos “guilty” cheguemos a 11 votos “not guilty”. Obviamente que na “vida real” este cenário teria sido impossível, porque o rapaz nunca teria sido absolvido. Provavelmente, tendo em conta o seu estrato social…
Este filme, é nada mais, nada menos, que um retrato de alguns dos membros da sociedade. É exactamente por isso que não sabemos o nome das personagens (jurado 1, 2…) que são tipo. Desde o homem pouco culto, que só se interessa por desporto ao respeitável corrector de bolsa. É nos apresentada toda uma panóplia.
Acaba por ser interessante reflectirmos sobre quem é que toma decisões na justiça..e por conseguinte a questão da sua parcialidade ou imparcialidade. Para mim, continua a ser óbvio que o direito tem uma competente objectiva e subjectiva. Objectiva, pelos valores fundamentais a que o direito apela, subjectiva porque quem acaba por “escrever” esses direitos fundamentais são os homens (que não são “tábuas rasas” como foi dito na aula) e porque a aplicação das penas parte da interpretação da lei. A isto acrescentam-se a figura dos jurados.
Já se imaginaram a ser julgados, por um crime de homicídio, em legitima defesa (por exemplo), e a vossa possível absolvição, estar dependente de alguém que se quer despachar para ir ver um jogo de futebol? É muito complicado criar perfis de jurados, a menos que fechemos essas pessoas numa sala e digamos qualquer coisa como: “para seres jurado, tens que dissertar sobre o determinismo”, entrando numa certa alienação de quem é que tem direito a ser cidadão. É a mesma questão que se coloca em relação se todas as pessoas estão aptas a votar. O aleatório domina, mas será que há outras opções. Como é que deveria de ser a melhor forma para escolher jurados?... Ou eleitores?
Alexandre

Sondagens

Como classificas o filme "Ladri di biciclette" de Vittorio De Sica?
1 0 (0%)

2 0 (0%)

3 3 (13%)

4 10 (45%)

5 9 (40%)

Votos apurados: 22

Alexandre

Capitalismo - Uma História de Amor

proponho que o proximo filme seja: Capitalismo - Uma História de Amor

trailer http://www.imdb.com/video/imdb/vi1594360345/

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DÚVIDA

Eu estou com uma dúvida em relação à minha crítica. Na parte dos conceítos filosoficos, temos que indicá-los literalmente, estilo: "Neste filme está presente o detrminsimo, o poder da palavra..."? É que no "Peço a palavra", sobre o qual trabalhei, não tenho muitos conceitos, apenas a questão da transparência democrática.
Por outro lado, na parte da opinião pessoal sobre o filme, não nos devemos restringir às questões estéticas do filme? Não perceb o que é que aquela parte sobre conteúdos quer dizer...

Raposas, uvas e o final do 1º período

Estou neste momento a tentar escrever a minha crítica (Sim, só estou a fazer agora, sou irresponsável.) e, para ter uma ideia de como fizeram as coisas no ano passado, decidi dar uma vista de olhos no blog http://a-raposa-e-as-uvas.blogspot.com (coisa que já tinha feito, mas há milénios). Verdade seja dita, eles têm mil posts, ainda não consegui encontrar nenhum trabalho publicado (continuo à procura). Mas o blog é muito giro, tem discussões interessantíssimas, sugiro que dêem todos uma vista de olhos!
Queria sugerir também uma outra coisa. Sei que isto é muito em cima da hora, mas a minha sugestão é a seguinte: A nossa Área de Projecto não poderia projectar um filme no auditório com tempo para debate na próxima semana?
Eu acho que ainda temos tempo para organizar. O auditório se calhar é que não estará disponível, mas valia a pena tentar. Não digo no último dia de aulas - até porque haverá a Maratona de Andebol, em princípio o Churrasco organizado pela AE, uma sessão sobre voluntariado da AP Nós (penso eu), para não falar no facto de muita gente faltar nesse dia - mas na quinta feira acho que era plausível. O que acham?

Zillah

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O valor e a lei

A propósito do maravilhoso filme que vimos ontem e da excelente discussão que se seguiu, gostava de expressar a minha opinião, que serve, simultaneamente de tópico para a vossa reflexão.

Uma sociedade criou leis, para que estas tivessem uma força coerciva que, por si só, os valores não podem ter. Uma sociedade ideal (se é que isso existe) assentaria exclusivamente em valores e não teria quaisquer tipos de leis. As leis correspondem à identidade imperfeita dos homens.


Não defendo uma sociedade sem leis. Gostaria de o defender, mas não sou suficientemente anarquista, nem tenho tanta fé na natureza humana como tinha Rousseau. Uma sociedade sem leis, o tal estado natural de que falava Locke, descambaria rapidamente num darwinismo social da pior espécie, em que os mais fortes esmagariam os mais fracos sem qualquer remissão para estes.

Gostaria, no entanto, que reflectíssemos um pouco sobre a natureza das leis. O facto das leis serem elaboradas por seres humanos, demonstra claramente o seu carácter subjectivo. Nenhuma lei é universal no tempo e no espaço, embora os seus autores pretendam que a sua abrangência o seja.

O problema é bastante complexo. A lei exige obediência, mas as leis tornam-se obsoletas. A incapacidade de desobedecer à lei, estagnará a sociedade. A lei é apenas a lei. Exige obediência, mas não se define em termos valorativos. No limite, quem desobedeceu à lei, fez a revolução do 25 de Abril. Se tivesse mantido uma estrita obediência à lei, ainda viveríamos em ditadura. O filósofo americano John Rawls teorizou sobre esta contradição: desenvolveu o conceito de desobediência civil em que estabelece as condições em que é legítimo o não cumprimento de uma lei.

Aceito o carácter obrigatório e sancionatório das leis, mas não o seu cariz isento e universal. nem na sua elaboração nem na sua aplicação. O direito apresenta claramente a marca da parcialidade. As leis fazem-se para proteger determinados interesses e a sua aplicação nunca é tão cega como se pretende. A lei que diminuiu salários e pensões, tem o seu reverso na que protege banqueiros e vigaristas (veja-se o caso BPN).

Entre o dever social de cumprir a lei, e o imperativo moral de fugir a uma lei injusta, o problema mantém-se eternamente em aberto.

Jorge

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sondagens

Olá a todos!
Sondagem Match Point:
1
 
 
  0 (0%)
2
  0 (0%)
3
  3 (33%)
 
4
  4 (44%)
 
5
  2 (22%)

Tivemos pouca gente a votar desta vez, toca a votar agora no "Ladrão de Bicicletas"!
Alexandre