João César Monteiro é, na minha opinião, um dos maiores cineastas da história do cinema, um dos mais radicalmente originais e independentes, mas um dos mais controversos e incompreendidos.
Após a sua morte em 2004, foi publicada uma caixa com 11 DVD`s abarcando a quase totalidade da sua obra (ficaram de fora apenas 3 ou 4 curtas). Para quem eventualmente esteja interessado em ver a sua obra na Internet, pode ir ao site myonethousandmovies.blogspot.com e encontrará lá todos os seus filmes.
Nem todos os seus filmes são geniais. Na fase inicial da sua carreira é marcada por uma intensa ruralidade e lirismo, bem diferente do filme que vimos na aula. A maior surpresa vem com o filme Recordações da Casa Amarela de 1989, onde cria a figura de João de Deus (interpretada por ele próprio)e que polarizou as opiniões, entre um rancor profundo e uma paixão desmedida (como calculam faço parte destes últimos). A figura de João de Deus mantém-se nos filmes A Comédia de Deus e As Bodas de Deus e está ainda indirectamente presente nos filmes Le Bassin de JW e no seu filme final, Vai e Vem.
O filme que dele gosto mais chama-se À Flor de Mar de 1985, que nada tem a ver com a personagem de João de Deus. Para quem quiser experimentar vale a pena mergulhar no cinema dele e assistir a algo que nada tem a ver com aquilo a que estamos habituados.
Jorge
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