sábado, 5 de março de 2011

Sunset Boulevard


Olá a todos!
Eu acho que o filme desta semana era extraordinário. Estéticamente é mangnífico. O American Film Institute disse que era o 12º melhor filme americano de sempre (se bem que estas listas, valem o que valem).
Pondo estas questões de parte, o filme permite-nos uma importante reflexão sobre as exigências do mundo da imagem. A personagem da Gloria Swanson vê a idade e as rugas afasta-la do mundo das câmeras. Uma realidade de Hollywood, que se estende a muitas outras áreas. A idade pesa, e muito. Quando a beleza se vai, somos deitados fora, principalmente as mulheres (em relação a esta tema, seria interessante vermos o "Gilda"). A imagem conta, e cada vez mais. No entanto, muitas vezes aqueles que são bons nas suas actividades e que sejam bonitos, acabam ofuscados por essa beleza.

Por outro lado, temos um filme que nos faz perceber que Hollywood, não é mais do que uma indústria. Fazer dinheiro é o grande objectivo. Eu não concordo com esta perspéctiva no entanto, acredito que as pessoas que trabalham nestes séctores são artistas. Não podemos dizer que o cinema americano (de estúdios)não é arte. O Billy Wilder fez filmes para serem vendidos, no entanto não deixa de ser genial. Acho que o facto de que o cinema é uma indústria à escala mundial, pode ser benéfico no sentido em que a função social da arte, chega a mais pessoas.

Alexandre

2 comentários:

  1. concordo com aquilo que tu dizes, é certo que hoje em dia somos quase que obrigados a seguir determinados padrões culturais para que a nossa integração sejam positiva. A beleza e o nosso aspecto são a nossa imagem de apresentação, é ela que deixa nos outra a primeira impressão, e hoje em dia consguimos manipular a nossa propria identidade, ser ou parecer aquilo que não somos.
    Se falamos em beleza temos que institivamente falar em consumismo, é este mesmo que gera esta consquista e esta luta pelo bela. A estética tem ocupado espaço e tempo nas nossa vidas.
    Quando o trabalho que exercemos se prende com a nossa imagem, e quando as pessoas se habituam a uma determinada presença, é obvio que quando a imagem já nao é tao bem aceite ou mesmo já nao corresponder ao parametros de outrota faz com que as pessoas, e neste caso, os actores percam visibilidade, caindo no esqueciemento.
    A questão é a seguinte: Até que ponto não somos nós, consumidores de arte que exigimos sempre o melhor, os culpados pelo esquecimento de muitas pessoas. até que ponto não fomos nós a pedir "caras bonitas" e não pessoas talentosas?..

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  2. Eu concordo quer com o Alexandre, quer com a Rute. É verdade que cada vez mais se vive do conceito de beleza universalmente aceite e que qualquer fuga aos padrões compromete de certa forma o sucesso que temos ao longo da nossa vida. O problema é que isso não afecta só os "trabalhos" relacionados com o mundo da representação e em que a exposição das pessoas está directamente relacionada com o seu aspecto (escolhem-se os melhores com base nisso), pois todos acabam por passar por isso em entrevistas de emprego, etc. Ninguém tem dúvidas que se duas pessoas forem igualmente capazes de desempenhar um cargo, é escolhido quem tiver uma melhor aparência.

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