Boas antes de mais queria pedir desculpa á turma(na qual se inclui o professor claro) por nao ter estado presente na segunda parte da aula, entusiasmei-me numa conversa...
Como nao estive presente no debate da aula nao sei ao certo qual o rumo tomado na tematica da religiao.
Mas nao quis deixar de dar o meu contributo.
Tenho um bizavô padre, e talvez seja por isso que a parte do amai o proximo nao se aplicava quando era a hora de, na pascoa, o padre ir dar a bençao á casa dos meus bizavos. O curioso é que quando o meu bizavo morreu , o padre passou a ir a casa da mae da minha avo dar a bençao...
O Padre devia achar que o teu bisavô dava conta do recado mas normalmente diz-se que "santos da casa não fazem milagres" .
ResponderEliminarConsigo-te pôr a par das coisas com que eu mais concordei . Ou António ou a Alexandra disseram na aula que quem é crente é muito mais feliz , coisa com a qual eu concordo plenamente . O que é certo é que , ter algo superior em que acreditar , ter uma fé "divida" , por exemplo , dá uma força ao ser humano brutal para poder e conseguir enfrentar os seus problemas , encontrar a sua salvação ou a sua paz de espírito . A verdade é que se há "poder" individual e impossível de se roubado é a fé de sada um , seja ela naquilo que for . O acreditar num deus passa também pelo conforto de acreditarmos que nada do que fazemos é por acaso e que depois de morrermos a nossa vida não acaba . Isso dá ao ser uma segurança diferente do que viver na ignorância , a meu ver , ninguém tem medo de morrer , tem-se é medo da maneira como pode morrer ou do que há ou não depois disto que conhecemos . Obviamente que alguém que tenha este tipo de fé corrigirá muitas das coisas que eu disse , aceito que a fé não tem só estas funções , contudo para mim são as principais .
Lembrei-me agora que a Patrícia referiu que educações religiosas originavam pessoas religiosas . Isto é algo com que eu não concordo . Ambas as minhas avós deram educações católicas aos meus pais . A minha mãe tem a primeira comunhão e o meu pai o crisma . Contudo , uma vez decididos a casar , optaram pelo civil e quando eu e o meu irmão nascemos não nos baptizaram . Claro que as nossas avós sempre nos quiseram levar à missa para nos “converterem” e claro os meus pais sempre nos deram a opção de escolha . Eu fui efectivamente algumas vezes mas não deu em nada . Ainda o ano passado quando o meu primo e o meu avô morreram , o estar na igreja e ouvir o padre não significou absolutamente nada nem para mim nem para os meus pais . A educação que recebemos é da vontade dos nossos pais no entanto , também nós somos livres de fazer as nossas opções . Acreditar ou não acreditar .
Quer dizer, acho que na prática vivem na ignorância, a confiança no desconhecido não lhes dá mais conhecimento sobre a realidade ou, dizendo-o doutra maneira, aquilo com que vivemos diariamente. É uma questão de refúgio e confortabilidade, no meu entender. Claro que, com a aproximação da morte, a tendência de alguns, que se torturam com a ideia desta, é procurar acreditar nalguma coisa que vem a seguir. Eu acho-o terrivelmente limitante, viver a pensar noutra vida torna esta mesma, a que conhecemos, num poço de inactividade. Posso até pensar nessa hipótese de felicidade momentaneamente mas, até que ponto, se continuarem sem grandes intervenções divinas, se darão por satisfeitos?! Ás tantas o sentido perde dimensões. Talvez esteja a falar de algo que não sei, mas acho difícil o desvio desta possibilidade.
ResponderEliminarEu não sei se percebi bem a Patrícia, mas fiquei com a sensação que o que ela estava a dizer era que, uma vez criados no seio de uma família religiosa, muitas vezes os filhos acabavam por se considerar cristãos, por exemplo, mas na prática pouco sabiam da doutrina ou da história que carrega a dita religião, seja ela qual for.
André, é sempre difícil lembrarem-se dos pontos todos, às tantas o padre esqueceu-se do amai o próximo. Falhamos todos, é uma chatice.