
Olá a todos!
O filme da última quinta (inserindo-se no ciclo de filmes portugueses dedicado aos autores do camões)foi o "Manhã Submersa", do Lauro António.
Eu não gostei do filme. Nunca li o romance do Vergílio Ferreira, mas realmente o filme era mau. EU PERCEBO QUE NÃO EXISTAM APOIOS PARA SE FAZER CINEMA EM PORTUGAL, e que o filme se tenha feio com dois mil contos, mas aquele efeito de vento??? Parecia a transição entre diapositivos num powerpoint, sempre igual! Então e o barulhuzinho dos sapatos, disincronizado em relação ao andar? Porque é que o espectador tinha que ver os miúdos a passearem-se 50 vezes naquela espécie de claústros do seminário. A isto acrescenta-se o Vergilio Ferreira a por e a tirar os óculos 20 vezes numa cena!
Eu não achei de todo que o miúdo tenha feito um bom papel. Eu não percebo como é que num dos romances definitvos da literatura portuguesa, se escolhe para protagonista, uma pessoa sem experiência, que não dizia as falas, mas sim as lia. As interpretações que se aproveitavam foram mesmo, a da Eunice Muñoz e do Canto e Castro, porque de resto...
Repito aquilo que disse, achei um filme muito pobre para uma obra de tamanha envergadura.
2/5
Alexandre
Não concordo mesmo contigo!!!
ResponderEliminarLia as falas em vez de as dizer?!?! Vimos o mesmo filme? Bem, a sério, acho que dizer que as interpretações que se aproveitam foram a da Eunice Muñoz e do Canto e o Castro é uma observação um pouco redutora. Quase parece que só é bom quem é famoso. Diria mesmo preconceito.
O miúdo foi a alma daquilo que vimos. Sem a sua interpretação provavelmente não prestaria atenção nenhuma ao filme. Sinceramente penso mesmo que fez uma grande, grande interpretação para um miúdo sem qualquer formação na área da representação. Quanto às outras interpretações acho, aliás, que as interpretações dos mais velhos são as que menos contribuíram para o filme.
Se posso concordar que algumas cenas poderiam ser cortadas, não posso de todo concordar que o filme tenha sido pobre. E, desculpem, não acho que o possamos criticar por não ter outra forma de simular o vento, como disseste, Alexandre. Reduzirmo-nos a isso, ou aos passos que não coincidiam com o som, é falar do filme dum ponto de visto meramente estético.
Sim, gostei, e achei que o filme abordou aspectos muito interessantes quanto à educação e ao sacrifício dos miúdos das famílias mais pobres para que estas pudessem ganhar algumas regalias sociais. Era duro miúdos de 11/12 anos não terem escolha quanto ao futuro, ainda para mais quando a opção que têm é a de um futuro que só deveria estar reservado para os que realmente sentem que devem dedicar-se à Igreja. Realista. Os tempos mudaram, e ainda bem.
Eu acho que quando não estamos sincronizados com o filme temos a tendência para pegar nos pormenores todos que nos incomodam ligeiramente e ampliá-los. Talvez noutro filme isso até tivesse funcionado, mas neste caso eu também reparei. Acho que o problema foi essencialmente a repetição constante, que fazia sentido até um certo ponto, que a meu ver foi ultrapassado. Quanto às interpretações, também não fiquei boquiaberta com o miúdo. Não lhe peço para ser um Danny do Shining, ou qualquer coisa assim do género, mas por vezes parecia-me um pouco monocórdico, apático. Uma coisa é quando é propositado, como o João de Deus, faz parte do papel, é mais um método de composição e faz todo o sentido, mas julgo não ser o mesmo caso. Acho também que nos afastamos mais para a estética porque a história foi tirada de um livro, não faz muito sentido elogiar o realizador nessa área.
ResponderEliminarnao concordo contigo alexandre! acho que foi um filme bastante bom. ao contrário do que tem sido os filmes no auditório, achei este filme bastante bom! e um filme que introduz bem o tema da religião é um filme ligeiro mas que tem um enorme mensagem.
ResponderEliminaracho que o actor principal o pequeno rapaz, fez um papel excelente. Quantos "morangos" nao queriam ter o talento que ele tinha.
Gostei imenso do filme mesmo. E achei a explicação e o debate no filme bastante interessante e benéfico apesar de terem ficado poucas pessoas na sala