quinta-feira, 5 de maio de 2011

Religião?Sim ou Não?

Luz de Inverno de Ingmar Bergman, que se dirige a uma temática que para mim pode não querer dizer muito, mas penso que para a maioria dos católicos o seja diferente pois cada um deve ter passado por tal momento e sentido então essa mesma angustia: temática esta a da perda de Fé e o abandono por Deus – "O silencio de deus"

Falar sobre religião e ainda por cima sem se prender a um lado e sem criticar gratuitamente a religião em si é difícil, portanto e assim este comentário não é dirigido objectivamente á defesa da minha tese ou opinião contra a religião e a razão pela qual não me identifico com ela, é sim uma explicação pela qual para mim a discussão sobre a religião não passa de uma troca de experiências de vida e opiniões de cada um sem argumentos validos ou inválidos para cada lado e assim não e uma discussão que me tenha dado muito prazer.

”Se Deus realmente não existisse, isso faria alguma diferença?”

A resposta é não, pois a fé não é algo que se seja objectivo ou cientifico, não e algo que se tenha de provar ou argumentar e não depende de existência ou não de Deus pois se dependesse inteiramente disso não existiria apenas pela simples falta de provas empíricas da sua existência.

A fé e sim algo extremamente individual e pessoal, que se sente e não que se sabe, e portanto não se argumenta a favor nem contra a religião (contar a religião e não contra a Igreja instituição, pois contra esta critica-se e bastante até), pois um debate ou discussão sobre religião entre 2 ou mais sujeitos acaba automaticamente a partir do momento em que um deles diz "para mim a religião e muito importante e faz parte de mim" ou "eu sinto deus ao meu lado" ou "a fé e o meu ponto de abrigo" pois tudo isso são escolhas que cada pessoa faz para a sua vida e não me cabe a mim (embora quisesse e pudesse) nem a ninguém julgar ou criticar essas escolhas pois não afectam positiva ou negativamente ninguém senão essa mesma pessoa.

Mesmo numa discussão sobre a inserção da religião na sociedade e se e mesmo necessário a uma sociedade e a um pais a existência da religião, essa temática não vai muito alem de um individuou x dizer "sim, mas há algumas pessoas que precisam" mostrando mais uma vez o carácter individual e pessoal que a religião representa.

Apesar disso penso que este filme te pede acima de tudo para renovar a tua fé e te afastar de qualquer dogma ou corrente que te aprisione e te obrigue a amar e a adorar estátuas, ou a seguir máximas com as quais não te identificas, comer a hóstias, beber o vinho e ajoelhar. É um filme que quer que te movas por aquilo que acreditas e que tenhas mais fé em ti mesmo e no que julgas ser a verdade, pois no final de contas é isso que Deus é. É fé.

Em conclusão deixo esta pergunta no ar sobre as quais tenho duvidas e deixo aos entendidos em religião da nossa turma para me fazerem o favor de as responder.

A fé serve como uma salvação, um instrumento de protecção ou um ponto de abrigo?

Obrigado

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2 comentários:

  1. 1. Sou ateu. Não só não acredito nas igrejas (essas instituições que dizem espalhar a fé), como não acredito, também, na existência de deus.

    2. Como disseste, uma discussão sobre esta temática não passará, porventura, de simples pontos de vista altamente subjectivos, baseados, sobretudo, na palavra acreditar.
    Nada é puramente científico e empírico no ramo da religião e teologia. Mas o que será o progresso científico, senão o acreditar que algo novo é possível (o antever de possibilidades)? O que é a filosofia senão o acreditar, também, em teorias (não empíricas), em algo que não se vê e melhora ou tenta melhorar a vida humana?

    3. Assumo, então, a ideia de fé, desprovida da carga religiosa que lhe é naturalmente inerente. Toda a gente acredita, ou não seria, simplesmente, plausível a evolução e melhoria das condições de vida humana.
    (Acreditar ser possível chegar a algum lado é já um evidente contributo para lá chegar).

    4. Respeito, então, a fé cristã, ou de qualquer outra religião, no sentido em que compreendo essa necessidade (na minha opinião, um instrumento de protecção contra a morte, da qual o ser humano mais medo tem). Não respeito nem compreendo, no entanto, a apoderação egoísta que fizeram as igrejas da fé, a sua institucionalização, a recorrência a figuras e falsos ídolos, estátuas e consagrações: a total distorção do sentido espiritual e metafísico da palavra acreditar.

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  2. Não acho que se possa dar à fé uma definição tão restritiva. A fé é acreditar. A partir daí é que se ramifica em algo mais específico como ser um ponto de abrigo (acreditar que não estou sozinha) um instrumento de protecção (acreditar que tenho alguém a cuidar de mim) ou salvação(acreditar que, por exemplo, na confissão os meus pecados são absolvidos).

    Mesmo que uma pessoa não seja religiosa, é importante ter fé porque é o que nos faz viver, é o que nos faz levantar de manhã. Acreditamos que o sol vai aparecer amanhã, acreditamos que estamos vivos daqui a uma semana. Uma pessoa que não tenha fé vai chegar ao fim do dia sem esperança. Isso é simplesmente triste.

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