
Olá a todos!
Em primeiro lugar, obrigado a Isa pela excelente sugestão que fez para o filme que vimos: “12 Homens em Fúria” de Sidney Lumet.
Em termos estéticos, estamos a falar de um filme interessantíssimo porque apesar de decorrer praticamente durante 96 minutos dentro de uma sala, não se torna nada entediante.
É extraordinário pensarmos que todo um raciocínio desenvolvido a partir da personagem do Fonda leva a que de 11 votos “guilty” cheguemos a 11 votos “not guilty”. Obviamente que na “vida real” este cenário teria sido impossível, porque o rapaz nunca teria sido absolvido. Provavelmente, tendo em conta o seu estrato social…
Este filme, é nada mais, nada menos, que um retrato de alguns dos membros da sociedade. É exactamente por isso que não sabemos o nome das personagens (jurado 1, 2…) que são tipo. Desde o homem pouco culto, que só se interessa por desporto ao respeitável corrector de bolsa. É nos apresentada toda uma panóplia.
Acaba por ser interessante reflectirmos sobre quem é que toma decisões na justiça..e por conseguinte a questão da sua parcialidade ou imparcialidade. Para mim, continua a ser óbvio que o direito tem uma competente objectiva e subjectiva. Objectiva, pelos valores fundamentais a que o direito apela, subjectiva porque quem acaba por “escrever” esses direitos fundamentais são os homens (que não são “tábuas rasas” como foi dito na aula) e porque a aplicação das penas parte da interpretação da lei. A isto acrescentam-se a figura dos jurados.
Já se imaginaram a ser julgados, por um crime de homicídio, em legitima defesa (por exemplo), e a vossa possível absolvição, estar dependente de alguém que se quer despachar para ir ver um jogo de futebol? É muito complicado criar perfis de jurados, a menos que fechemos essas pessoas numa sala e digamos qualquer coisa como: “para seres jurado, tens que dissertar sobre o determinismo”, entrando numa certa alienação de quem é que tem direito a ser cidadão. É a mesma questão que se coloca em relação se todas as pessoas estão aptas a votar. O aleatório domina, mas será que há outras opções. Como é que deveria de ser a melhor forma para escolher jurados?... Ou eleitores?
Alexandre
Em primeiro lugar, obrigado a Isa pela excelente sugestão que fez para o filme que vimos: “12 Homens em Fúria” de Sidney Lumet.
Em termos estéticos, estamos a falar de um filme interessantíssimo porque apesar de decorrer praticamente durante 96 minutos dentro de uma sala, não se torna nada entediante.
É extraordinário pensarmos que todo um raciocínio desenvolvido a partir da personagem do Fonda leva a que de 11 votos “guilty” cheguemos a 11 votos “not guilty”. Obviamente que na “vida real” este cenário teria sido impossível, porque o rapaz nunca teria sido absolvido. Provavelmente, tendo em conta o seu estrato social…
Este filme, é nada mais, nada menos, que um retrato de alguns dos membros da sociedade. É exactamente por isso que não sabemos o nome das personagens (jurado 1, 2…) que são tipo. Desde o homem pouco culto, que só se interessa por desporto ao respeitável corrector de bolsa. É nos apresentada toda uma panóplia.
Acaba por ser interessante reflectirmos sobre quem é que toma decisões na justiça..e por conseguinte a questão da sua parcialidade ou imparcialidade. Para mim, continua a ser óbvio que o direito tem uma competente objectiva e subjectiva. Objectiva, pelos valores fundamentais a que o direito apela, subjectiva porque quem acaba por “escrever” esses direitos fundamentais são os homens (que não são “tábuas rasas” como foi dito na aula) e porque a aplicação das penas parte da interpretação da lei. A isto acrescentam-se a figura dos jurados.
Já se imaginaram a ser julgados, por um crime de homicídio, em legitima defesa (por exemplo), e a vossa possível absolvição, estar dependente de alguém que se quer despachar para ir ver um jogo de futebol? É muito complicado criar perfis de jurados, a menos que fechemos essas pessoas numa sala e digamos qualquer coisa como: “para seres jurado, tens que dissertar sobre o determinismo”, entrando numa certa alienação de quem é que tem direito a ser cidadão. É a mesma questão que se coloca em relação se todas as pessoas estão aptas a votar. O aleatório domina, mas será que há outras opções. Como é que deveria de ser a melhor forma para escolher jurados?... Ou eleitores?
Alexandre