segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sondagens

Finalmente sondagens:
1: 4 (21%)

2: 3 (15%)

3: 5 (26%)

4: 6 (31%)

5: 1 (5%)
Alexandre
Olá a todos!
Em primeiro lugar, peço desculpa por ainda não ter tratado das sondagens e por não ter participado muito no blog esta semana, só que realmente não há tempo, mas eu venho cá todos os dias ver o que é que se passsa!
Por outro lado, estou com uma duvida em relação ao trabalho escrit. Apesar de podermos falar sobre filmes de fora da aula, também podem ser os que tenhamos visto na aula, cert? Eu estou a fazer sobre o "Mr. Smith Goes to Washington", será que o meu trabalho saí mais desvalorizado por ser de um filme já visto?
Alexandre

domingo, 28 de novembro de 2010

Determinismo

      Gostaria de poder acreditar que temos uma existência tão simples como a da perspectiva determinista em que o nosso esforço e trabalho seria recompensado no final com o nosso objectivo, vendo de certa forma ate que faz sentido, se tiver de acontecer acontecera,esta destinado que as acções e decisões que tomamos no levam ao nosso objectivo, se assim fosse a vida chata.
     Porem e porque há sempre um porem se isso for verdade podemos presumir que os milhares de desempregados, entre os quais muitos deles licenciados que esforçaram durante todos os anos de encimo, estiveram a perder o seu tempo pois estava destinado a que assim acontecesse, será legitimo pensar que na vida de milhares de pessoas existe um destino triste como o desemprego?
    E eu pergunto a mim mesmo  se existe realmente algo traçado ou determinado para cada um, algo contra o qual não podemos lutar e ao qual não podemos escapar, qual a legitimidade de se julgar ou culpar um criminoso, porque se nos acreditarmos que na nossa se tiver de acontecer algo acontecera e que o destino comanda as nossas escolhas, temos de nos por no lugar dos que nascem com tal destino e perceber que não é que eles queiram tal coisa para suas vidas mas algo que lhes escapa ao controlo, partindo dai teríamos de rever o nosso senso de justiça.
    Por estes motivos e outros eu penso que a existir algo é construído por nos, nos fazemos o nosso destino e a nossa sorte, e temos o dever de assumir quer as nossos sucessos como insucessos e não atribuir culpas ou responsabilidades a um possível destino.  


Faustino M

Os buracos do determinismo: muitas questões, poucas respostas...

         Em relação ao determinismo, há algumas questões que ainda não foram abordadas até agora e que gostaria de ver clarificadas. Para além de muitas coisas que já foram ditas, esta teoria, que eu não apoio minimamente, não é apenas confortável para viver a vida, chega até a ser uma teoria que se pode comodamente defender e exemplificar. A verdade é que a teoria do determinismo tem apenas razão na vertente da causalidade que, pelo que eu entendi a partir do texto do João, segue a mesma linha do “efeito borboleta”, que nos diz que uma pequena acção pode gerar uma cadeia de acontecimentos que originam um evento muito maior. Tirando este ponto, penso que o determinismo está totalmente errado. O que eu gostaria de expor aqui é o seguinte: Vamos imaginar uma pessoa. Essa pessoa vive a sua vida normalmente e de repente dá-lhe qualquer coisa na cabeça e decide fugir de casa de mota. Foi destino. Outra pessoa. Esta já vive de acordo com os padrões da sociedade para qualquer um de nós viver a vida, casa-se, tem um trabalho “das nove às cinco”, tem filhos, etc. Foi o Destino. Uma pessoa como qualquer outra está farta da pressão exercida pelos seus pares, começa a injectar-se com heroína e morre. Foi o Destino. Uma relação entre duas pessoas acaba. Foi o Destino. Fulano atira-se dum prédio. Foi o Destino. Sicrano pisa uma mina no meio do deserto durante as suas férias. Nada que não estivesse destinado! Até eu estou a escrever este texto porque uma entidade superior assim o decidiu… Tudo se pode dizer “pré-destinado”. Colocarei em causa esta certeza dos deterministas mais à frente.

         Por outro lado, há essa questão de na História estarem determinados certos acontecimentos e descobertas. Concordo que o Homem acabaria por eventualmente descobrir o Brasil ou vacinas que salvam vidas todos os dias. Mas isto apenas acontece porque está na Natureza Humana a curiosidade, o ser humano procura sempre saber mais e entender coisas que, por vezes, parecem impossíveis de decifrar. Os deterministas mais extremistas poderão dizer que estava determinado, pois o Destino quis que a curiosidade fizesse parte de todos nós. Mas, assim sendo, volto ao mesmo tópico do primeiro parágrafo: pode-se dizer que tudo foi determinado, não interessa, por mais maluca que seja a coisa, não é impossível que tenha sido estabelecida por uma entidade superior. No entanto, estes pensamentos levam-nos a perguntas interessantes que põe totalmente em causa o determinismo. Por exemplo, uma interrogação parecida com a que se faz aos católicos para pôr em causa a sua crença: “Se tudo foi determinado por uma entidade superior e, partindo do pressuposto que esta entidade é solidária e generosa, porque é que há crianças a morrer em África e em todo o Mundo, todos os dias, sem que nunca tenham feito nada de mal?!”. Os católicos “não-deterministas” ainda podem dizer “Deus apenas criou o Mundo e deu ao Homem liberdade de escolha. A bagunça em que o Planeta está é simplesmente obra das pessoas”. Já os deterministas não têm a mesma desculpa, visto que a entidade superior em que acreditam é que decide tudo, ou, como dizia a Rita no debate da última aula, determina 75%. Seguindo o ponto de vista da Rita, como determinar ao certo a extensão do ponto cego de quem escreve o nosso destino?! Vejamos: só África corresponde a 14,2% da população mundial, o que somado às partes da Ásia que estão constantemente em guerra dá certamente mais de 25% da população mundial. Terá a entidade superior um ponto cego de mais de ¼ do Mundo?! Se assim é, porque deveremos acreditar nela?! Ou então será que, à semelhança de Descartes, esta entidade superior é um Génio Maligno?? Julgo que na aula alguém disse que este homicídio em massa feito pelo Destino era para um “bem maior”… Abram os olhos! Qual bem maior?! Os empresários duplicarem a sua riqueza bilionária comprometendo o futuro das crianças africanas?!

Entrega das críticas

Queria recordar-vos que a data limite para me entregarem as vossas críticas, termina na 4ª feira dia 9 de Dezembro. Por favor, não se atrasem, porque eu tenho mais 3 turmas de 11º ano e os alunos vão fazer teste na última semana de aulas e eu preciso de algum tempo para os ver.

As críticas não terão forçosamente que incidir sobre filmes vistos nas aulas, embora gostasse que respeitassem os temas até agora tratado: política e valores.

Cada um pode apresentar as críticas que quiser, embora nem sempre a quantidade seja grande aliada da qualidade. Embora eu só conte com a melhor, talvez seja preferível apostar numa única crítica bem elaborada e fundamentada.

Gostaria que tentassem cumprir o guião proposto há uns tempos. A abordagem de conceitos filosóficos e a opinião pessoal sobre o filme são particularmente importantes.

Para quem já não se lembra, volto a colocar aqui o guião:

GUIÃO ABREVIADO DE ANÁLISE CRÍTICA DE FILMES
Sem querer ser dirigista, gostaria que o vosso comentário escrito aos filmes pudesse ter como referência os seguintes elementos;

Ficha Técnica do Filme (Director/Realizador, Actores Principais, Ano, País de Origem, Características Específicas, - cores/preto e branco, duração)

Sinopse (Resumo breve do filme)

Principais conceitos filosóficos abordados (por exemplo, o sentido da existência, o Bem e o Mal, a relatividade dos valores, a importância da palavra no discurso político, a Liberdade, a cultura científica e tecnológica, o destino e o acaso, etc.)

Opinião pessoal sobre o filme (uma opinião fundamentada sobre o conteúdo do filme e também sobre os seus aspectos estéticos. Não terá que ser forçosamente uma opinião favorável ao filme)

Como na próxima aula vamos ver o Ladrões de Bicicletas que é um filme pequeno, podemos aproveitar algum tempo, para conversarmos um pouco sobre os vossos trabalhos.

Jorge

Determinismo e História

E que tal este poema do Brecht?

«Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruida,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Sò tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Indias
Sózinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitòria.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas»

Bertolt Brecht


Jorge

Filme da Cinemateca

Na próxima 3ª feira passa na Cinemateca o clássico de Henri-Georges Clouzot , «O Salário do Medo».

Não tenho ainda a certeza se posso ir, mas para quem puder, aconselho vivamente o seu visionamento. Passa às 15, 30

Jorge