Antes mesmo de aprofundar a minha ideia, noção de competitividade, acho necessário explicar o sentimentento/ pecado do qual, na minha opinião, deriva a competitividade..
A INVEJA…
A inveja é um dos 7 pecados mortais, mas por certo , também sempre me questionei o porquê desta mesma qualificação, outrora pensava eu ainda na minha idade de inocência, que todos nós seres humanos, racionais e pensantes podíamos controlarmo-nos, ser-se invejoso era apenas uma forma de conseguirmos explorar de nós próprio, o máximo… Estaria totalmente errada?
Hoje em dia vivemos num mundo sobrelotado, a luta pela sobrevivência torna-se cada vez mais constante e a adaptação ao meio, a forma de conseguirmos imperar/reinar é a única solução para permanecermos sãos.
Se não consegues vencê-los , junta-te a eles.
Aplicando a esta minha opinião a teoria de Darwin (naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução)torna-se até mais fácil perceber-se o que quero exactamente dizer.
O meio cada vez mais selecciona quem melhor adaptado a este está, quem melhor sabe tirar proveito do que tem á sua disposição, quem mais que conformista é audaz…
As influências, o ego, a aspiração a ser alguém, a perfeição, a vontade, a ambição e a mais temerosa, a sociedade , tornam-nos seres competitivos..
Quem nunca sentiu pressão em decidir o que quer ser, o que quer fazer e até em justificar as suas escolhas?
Quem é que nunca mudou de ideias só porque sim? Porque é melhor?. A resposta é : TODOS NÓS..
A competitividade desvirtua a nossa própria forma de estar e modifica os nossos objectivos de vida.
A competitividade torna-nos mais vulneráveis aos resultados, ás opiniões, á pretensão de dever cumprido. Torna-nos frágeis emocionalmente, torna-nos obcecados e doentes ao ponto de fazer qualquer coisa para ser-se o melhor. Torna-nos rancorosos e faz com que nos sintamos num mundo só nosso, num mundo egoísta e intrínseco aos outros. O caminho somos nós, nós e nós.
Modifica os nosso s objectivos, passamos a ambicionar mais. Ambicionamos aquilo que sabemos que nunca vamos conseguir, que não está ao nosso alcance, isto apenas porque sim, porque se ele tem eu também posso ter… Passamos a dar menos importância ao que somos e mais ao que temos. Passamos a ser materialistas e a querer ter tudo o que os outros têm, como afirmo, tornamo-nos egoístas e muiiiiito invejosos.
Exemplo disso somos nós, que ainda em idade de formar a nossa própria identidade, idade em que nos afirmamos perante uma sociedade que não é só nossa, somos obrigados desde logo a aceitar regras a aceitar filosofias de vida que não são as correctas, isto tudo para quê?
Para conseguirmos sobreviver
Rute Lopes
Ou não entendo o que queres dizer ou então discordo totalmente da frase: "O meio cada vez mais selecciona quem melhor adaptado a este está, quem melhor sabe tirar proveito do que tem á sua disposição, quem mais que conformista é audaz…".
ResponderEliminarNão acredito que o meio selecciona quem melhor adaptado está a ele. Os grandes líderes eram pessoas que se revoltaram contra o meio, basta olhar para a História Mundial: Nelson Mandela e Martin Luther King estavam contra o meio, ou seja,contra a sociedade em que viviam, pois achavam que a cor da pele não definia quem era melhor e quem era pior; Gandhi, inconformado com a sociedade e a discriminação, idealizou e fundou o estado indiano, tornando-se num modelo espiritual a seguir. Podia continuar, a história dá-nos dezenas de casos como os já referidos, mas a ideia é que, no geral, os grandes homens eram, de facto, revoltados contra o meio onde viviam. No final da frase há uma contradição, quando afirmas que os que "vingam" na vida são os que "mais que conformistas, são audazes". Mas se querias dizer apenas audazes concordo contigo, pois os audazes foram os homens que eu em cima mencionei...
De resto, gostei do texto.
Miguel Sousa
Primeiro de tudo, obrigada pela tua opinião.. Tens razão quando te referes a essas grandes personalidades da humanidade, mas a minha opinião era bastanate mais superficial, referia-me a pesssoas como eu, "banais"..
ResponderEliminar"O meio cada vez mais selecciona quem melhor adaptado a este está, quem melhor sabe tirar proveito do que tem á sua disposição, quem mais que conformista é audaz…".
Quanto a esta frase acredito plenamente nela, se reparamos bem vivvemos numa sociedade bastante heterogénea, com o fundo genetico bastante amplo, se assim não o fosse esta mesma sociedade correria sérios riscos. o meio cada vez mais faz de nós o que quer, o meio, as pessoas, as politicas, as vontades.. nós moldamo-nos a ideais, a ideias e por vezes nem paramos para pensar se no fundo concordamos com isso ou não. e muitas das vezes, pelo menos falo por mim, ás vezes nem questiono o que me é imposto.. para sobreviveres cada vez mais, não pode querer ser difernte, quando mais igual fores, quanto mais fores o que querem que tu sejas terás mais facilidades, isto em vários aspectos.
Queria mesmo dizer, "mais conformistas, são audazes". ve esta frase da seguinte forma, cada vez mais´, e como já referi me cima, a sociedade exige que sejas o que ela quer, ou és muito diferente e consegues seguir as tuas ideologias ou entao...
Ser conformista é ser de certa forma audaz, conformas-te, moldas.te és audaz tiras partido do que queres e vences..
è esta a sociedade em que vivemos, isto a minha opinião..
Concordo com a teoria de darwin, neo-darwinista..
quanto á nossa interação com o meio, e este connosco. è tudo uma questão de sobrevivencia
ResponderEliminarRute, esses senhores provavelmente nasceram "banais" como todos nós, simplesmente fizeram alguma coisa. Ir contra o meio é sempre mais difícil do que deixar-nos levar por ele, muitas vezes é uma corrida solitária e com poucas "recompensas" (por vezes nem há, se não a de tu saberes que estás a lutar por alguma coisa que, na tua opinião, podia melhorar o mundo à tua volta). No entanto, penso que uma vitória de vez em quando, depois de muita luta, como fizeram as pessoas de quem o Miguel falou, traz muita mais felicidade e sentido à vida do que o conformismo (que basicamente significa aceitar tudo o que está estabelecido pela sociedade, go with the flow) alguma vez trará. Não acho que ser audaz,ousado e atrevido tenha alguma coisa a ver com conformismo.
ResponderEliminarDito isto, também gostei de ler o que escreveste, mas como qualquer bom texto leva a discussão.
Concordo que seja uma questão de sobrevivência. Temos, de facto, de lutar para atingir um lugar de topo que seja confortável, e falo de um conforto a nivel monetário.
ResponderEliminarQual é a alternativa que propões?
Olá
ResponderEliminarÉ competição que gera a inveja ou a inveja que gera a competição?
Como poderíamos viver numa sociedade não competitiva? Como poderíamos viver numa sociedade só competitiva que eliminasse todos os vestígios de cooperação? Como encontrar um ponto de encontro entre competição e cooperação?
Sem darmos por isso, equacionam-se aqui as questões determinantes sobre os sistemas económicos e as filosofias políticas dos últimos séculos.
Jorge
PS: Já agora; quem é o mojo pin, para além de uma excelente canção do Jeff Buckley?
É a Isa!
ResponderEliminarousado e atrevido nao tem nada a ver com conformismo, concordo. Agora a audácia, na minha opinião tem haver com o conformisto..
ResponderEliminarA minha visão de "banais", são pessoas que nunca serão grandes personalidade que não são diferentes, que nao se evidenciam..
"uma vitória de vez em quando, depois de muita luta (...)tras muita mais felicidade e sentido à vida do que o conformismo", concordo plenamente com esta tua afirmação isa, mas também sabes que na sociedade em que vivemos muita das vezes somos obrigados a desistir quando os resultados n
ão são imediatos..
na minha opinião é a inveja que leva á competição. Sem competição não haveria evolução (dai ter referido darwin)e instalaria-se o caos na sociedade. A monocordia e meloncolia instalarse-iam, impragna-se uma rotina depois dificilmente seria rompida...
ResponderEliminarConfesso que me faz sempre confusão essa ideia das pessoas diferentes, especiais e o quer que seja que faz delas isso mesmo. Mas pegando nessa ideia, concordo contigo na perspectiva de que há pessoas que, antes de mais, tiveram um maior acesso a diversos meios, uma orientação para formar bases sólidas desde cedo, conhecimentos (refiro-me também a nível social) para alcançar essas posições, apoio de alguém que possa disponibilizar a informação necessária em cada momento, etc. Por vezes nem é por ter mais aptidões ou se ter esforçado mais do que outros, são simplesmente toda uma série de circunstâncias que fazem com que aquela pessoa naquele momento tenha destaque, porque foi criado "no ambiente certo". Isto é um bocado desmoralizante? Sim, sem dúvida. Mas nem todas as personalidades são exemplo disto, algumas, se não muitas, terão lutado por isso, porque acreditavam realmente no que estavam a fazer e tinham mais força de vontade, mesmo quando a sociedade à sua volta o tornava terrivelmente difícil. Daí não serem tantas quanto desejaríamos (digo eu...), daí parecer muito mais fácil, para um espectador como nós, ficar confortavelmente quieto e deixar-se levar. Mas, mais uma vez, nunca será um caminho recompensador, que realmente te dê alguma satisfação se te sentes mal com o que passa à tua volta. Tens toda a razão quando dizes que não é nada simples, nada mesmo! Acredito que se possa tornar completamente frustrante se não se conseguir resultados. Todos nós já tivemos pequenos episódios destes que, apesar da pequena proporção, nos dão uma ideia do que realmente se passa à nossa volta. Mas fazer absolutamente nada também não me parece uma opção, é este o dilema.
ResponderEliminarFazer absolutamnete nada não é mesmo a solução.. Mas de uma certa maneira deixares-te "levar" também não é absolutamente errado. Na minha opinião somos sempre capazes, nem investir e perder muito, de atingir "posições" de maior valor..
ResponderEliminarè tudo uma questão de tempo espaço e oportunidades..
*sem investir e sem perder muito
ResponderEliminar