E não é que venho mesmo defender? ;) Não é é utópica
Sobre este tema já algo abordado da alternativa ao capitalismo, e detesto ser pessimista mas ser realista é uma ideia que me agrada mais, hoje em dia não existe qualquer hipótese de instalar um sistema não extremista onde se exclui um capitalismo dominante e escravizador. Lembrando agora um filme referido hoje, e relacionando com a sociedade capitalista, queria dar o exemplo do filme "The Matrix" (que apesar de a opinião do obvio ver o filme como não tendo nenhum outro preposito tirando os efeitos especiais e o combate corpo a corpo entre os personagens, o que é falso, porque vindo de uma perspectiva de analise critica da sociedade é bastante interessante) no qual a personagem principal Neo é acordado para o mundo real, apresentado á jaula que a sociedade (que o Matriz, no filme) construiu a sua volta para seu acomodamento, e de como as pessoas dentro dessa sociedade estão tão acomodadas á rotina que seria perigoso mostrar a essa sociedade que na realidade o mundo que vivem não passava de uma mentira construída para os controlar e bloquear as suas mentes frágeis e influenciáveis. Tudo isto resumido: o ser humano do sec. XXI está tão habituado ao capitalismo que infelizmente se for preciso a maioria (a maioria dessa maioria são pessoas que tem um nível de vida média-alta) lutaria para o manter. Nesta situação estou portanto em total sintonia com a opinião demonstrada no blog.
Agora dirigindo-me ao tema (e á parte interessante, muito por culpa do Miguel Sousa, muito impulsionado pela Zilah Clarke, mas maioritariamente promovido pela minha vontade de exprimir contra x) queria fazer algumas criticas ao mesmo tempo que apresento o meu ideal de sociedade funcional.
Em primeiro lugar quero fazer uma pequena crítica que desfaz logo á partida a sociedade anarquista que o Miguel Silva propôs. Basicamente a primeira medida e mais importante que o Miguel imporia na sua sociedade (que seria aplicável se esta primeira medida fosse concretizada e se todos aceitassem agir em prol de um todo e não em prol do individuo) seria a incerssao de novos “valores ética e moralmente correctos, como, por exemplo, os já referidos, o habitual amor ao próximo”.
Bem na minha perspectiva uma sociedade ordenada funciona tal qual como uma grande relógio, constituído por molas, rodas e mecanismos que fazem o relógio trabalhar harmónica e perfeitamente.
Se uma das molas ou rodas faltar ou girar na outra direcção, compromete todo o funcionamento do relógio porque cada mecanismo depende do outro para funcionar, ou seja, e referindo me agora ao conceito de sociedade: cada um tem influencia nos que o rodeiam e assim sucessivamente. A minha questão é: Para que o teu relógio ou sociedade funcione harmonicamente não seria necessário haver influência nos valores éticos e morais da sociedade?...A resposta é sim, era necessário e hoje em dia não tens qualquer influência. Isto já para não falar de um sistema judicial que se rege pelo “praticas o mal, o mal cai sobre ti” e “praticas o bem, o bem cai sobre ti” (que é muito aplicável, mas não numa sociedade anarquista onde em vez de um fosso entre ricos e pobres seria criado um fosso entre capacitados comodistas e incapacitados revoltosos e criminalizadores do meio, que revoltados e sem hipótese de satisfazer as suas necessidades básicas, aceitam uma mudança de regime só pela própria ideia de mudança, episodio já bastante visto na historia) onde a massa financeira seria distribuída consoante capacidades, o que é absurdo e impensável se pensarmos 2 minutos nisso, pensando racionalmente e não utopicamente.
Na minha opinião, já que as tentativas de integração de um ser humano corrupto, individualista e escravo da sociedade capitalista numa sociedade ordenada e justa falharam por completo, e visto a situação que presenciamos hoje em dia (sistema judicial vergonhosamente desleixado e cúmplice com a criminalidade) é o que é, penso quer está na hora não de vacilar e esperar que a sociedade tome acção em prol de si mesma e dos seus componentes (a tal moral comum e amor ao próximo utópico anarquista), mas sim que o estado tome acção em prol da sociedade. Acabar com a hipocrisia.
Hoje em dia tudo o que oiço na rua é “o pais é uma vergonha”, “a população desonesta goza com o nosso sistema judicial e faz o que quer”, “a distribuição da riqueza é injusta”, “a educação é superficial”, “se fosse eu mudava esta merda toda”… mas a verdade é que cada vez que alguém disposto a tomar medidas e a realmente agir autoritariamente em prol da sociedade e não do individuo é logo julgada e excluída. Na verdade penso que é por isto que a politica autoritária tem sido tão excluída (já para não falar da associação imediata ao fascismo de Mussolini e ao Nazismo do Terceiro Reich) …pelo carácter mesquinho, hipócrita e individualista das pessoas…no qual “eu” estou primeiro…. e só se “eu” estiver muito bem é que me preocupo com o que está a minha volta (isto para responder á “teoria do entre-ajuda”). Por esta mesma razão é que teorias como o anarquismo têm tido grande apoio da sociedade, porque o anarquismo, a curto prazo e individualmente, tem consequências bastante agradáveis.
Já tinha portanto batido uma vez nesta tecla da tolerância onde numa sociedade de ordem onde a sociedade, e em consequência disso, os seus componentes, beneficiassem disso, não deve haver qualquer tipo de tolerância para os corruptos a qualquer nível. Para isso mesmo existem leis e como já ouvi muito dizer das tais pessoas que falam muito e não fazem nada “existem leis para alguma coisa”…e nessa área concordo com o Miguel… o código penal tem muita palha e muito mais grave, toda a palha que tem é hoje em dia ignorada e manipulada a favor de um/uns certo/s individuou/s….defendo uma estipulação rígida, forte e directa na aplicação das leis, e que seja bem visível que repercussões cada lei cita em consequência de cada acto.
Para responder á pergunta do stor digo agora: O papel do Estado é tomar acção firme, justa e objectiva contra o que vai contra o estipulado e promover o que está a favor ao estipulado, sendo uma influência directa e tendo um papel activo economicamente, mas trabalho esse funcionando em prol da sociedade como um todo, onde o trabalho tem frutos no investimento nesse mesmo prol e no melhoramento das condições de vida, e onde cada constituinte desse todo toma total responsabilidade pelas suas escolhas e acções”
Queria só por fim criticar mais uma vez (e peço desculpa se ofendo alguém por ser demasiado brusco ou directo) a sociedade anarquista e usando uma citação de um comentário escrito pelo Miguel Sousa: “mesmo que não sejam noções totalmente universais, há coisas básicas como "não matar" e etc.”… e é por isto que uma sociedade anarquista nunca vai resultar aplicada num pais organizado em sociedade…porque é claro neste excerto que a única maneira disso ser valido é se os componentes dessa sociedade fossem todos clones do Miguel, nos quais era mais que obvio não matar, não roubar, não violar, não explorar, etc… o problema das pessoas é que casa vez que se fala em “uma pessoa moralmente correcta” a maioria dos ouvintes pensam logo no moral que cada um deve ter e esquecem-se que existem diferentes morais constituídos por valores diferentes…valores esses tão validos para pessoa x como inválidos para sujeito y….valores esses que em situação de desespero ou não, roubar ou matar é permitido.
“Como é óbvio, não ia obrigar alguém a aceitar ideias com os quais não concordam ou expulsar alguém do país por não partilharmos as mesmas crenças! Não concordo com essas acções extremistas”
Nesta citação enterras a tua própria teoria de incerssao de um novo moral e valores na sociedade alternativa, comprometendo tudo como uma pirâmide sem base.
Haveria mais para dizer mas como a leitura já deve ter sido bastante enfadonha se chegaram a este ponto (Parabéns e obrigado já agora) não me alongo e deixo-vos aos comentários
Botão
Aceito, Botão. (Mas tens de parar de escrever comentários tão enormes, demorei 5739 horas a ler e a entender tudo.)
ResponderEliminarDito isto, lamento, mas também não consigo concordar contigo.
Esta sociedade não me parece minimamente atraente sequer. Aliás, não consigo compreender como é que tu, sendo aluno de História, consegues defender isto. Ou então talvez tenhas te explicado mal, ou de forma incompleta. Espero que sim.
Mas sinceramente, não vejo nenhuma diferença entre esta sociedade autoritária descrita e as sociedades fascistas que já falharam. E não só falharam, como também se baseavam num desrespeito total pelos Direitos Humanos, nomeadamente (mas não só, como é óbvio) a liberdade de expressão (Artigo 19º).
O Terceiro Reich e o fascismo de Mussolini tentaram também tomar acção firme, justa e objectiva. Tentaram fazer as coisas bem. O problema é o que vem depois. O problema é que é impossível ser justo sendo autoritário. O problema é que é impossível haver uma sociedade autoritária sem ser extremista.
Juro que percebo onde é que queres chegar, mas o que descreveste aqui nem sequer é utópico. É só medonho.
Noiva
Renato, não entendeste 99% do meu texto, apenas olhaste para a palavra anarquista e deduziste (muito mal) que a sociedade o era! Na realidade o sistema económico anarquista que proponho não se distancia assim tanto do capitalista puro. Se não sabes disso, proponho que te informes e leias melhor o meu texto antes de criticares...
ResponderEliminarDizes que defendo um "sistema judicial que se rege pelo “praticas o mal, o mal cai sobre ti” e “praticas o bem, o bem cai sobre ti” ", mas aí está outra parte que não prestaste a mínima atenção no meu texto, pois esta ideia, que provém do Karma, seria a religião (que em si, é o budismo) que eu gostaria que fosse adoptada na minha sociedade ideal, mas que como é óbvio, e contrariamente ao fascismo, nunca obrigaria ninguém a segui-la. No mesmo parágrafo, logo a seguir, dizes que seria criado um fosso "entre capacitados comodistas e incapacitados revoltosos e criminalizadores do meio". Ora como seria isso possível se o meu sistema económico não deixaria que existissem nem capacitados comodistas, pois os que quisessem viver bem teriam de trabalhar bem, de acordo com a máxima capitalista "There is no such thing as a free lunch", nem incapacitados revoltosos, já que, como disse no meu texto, o sistema político seria socialista e ao reduzir o fosso ricos-pobres, eliminaria as razões de revolta.
Na frase "O papel do Estado é tomar acção firme, justa e objectiva contra o que vai contra o estipulado e promover o que está a favor ao estipulado, sendo uma influência directa e tendo um papel activo economicamente, mas trabalho esse funcionando em prol da sociedade como um todo" demonstras que queres um Estado autoritário e fascista. Agora quero-te colocar algumas perguntas: Tens noção que o Estado Fascista como tu o propões aproxima-se muito do comunismo? Por outro lado, seremos todos nós, toda a sociedade, assim tão burros e tão estúpidos que precisemos de alguém que mande por e em nós?! E quem nos diz que essa pessoa que manda por nós fará melhor trabalho do que o que está a ser feito na sociedade de hoje em dia?! Mesmo que fosse eleita pelo povo, o que eu duvido, Hitler também foi eleito pelo povo e todos sabemos no que deu! E sem dando o exemplo do Nazismo, George W. Bush também foi eleito e basta ver o excelente trabalho que ele fez no Iraque...
Quando dizes que a única maneira da minha sociedade funcionar "é se os componentes dessa sociedade fossem todos clones do Miguel, nos quais era mais que obvio não matar, não roubar, não violar, não explorar, etc…" não estás a pensar bem no assunto. Vamos presumir que eu sou de facto uma pessoa de elevado carácter (não o afirmo, vamos apenas presumi-lo). Ora eu não venho de Marte ou de Vénus, fui criado na mesma sociedade que tu e que toda a gente. A diferença é os valores que são incutidos em cada um em casa e na escola e se eu fosse, de facto, uma pessoa com uma moral perfeita seria pela educação que os meus pais me deram, pelos valores que a minha família transmitiu e pela maneira de pensar e de viver que a minha vivência ou, por exemplo, as escolas em que andei me passaram. Como tal, não faz sentido dizeres que seria impossível que a sociedade fosse uma sociedade com valores morais. E assim também refuto a tua teoria de que não se tem "influência nos valores éticos e morais da sociedade". Quando dizes que os valores morais não são iguais para todos, pois há situações de desespero em que não seria imoral, por exemplo, matar alguém, estás apenas a falar das excepções! Eu nunca condenaria ninguém por matar uma pessoa que estivesse a ameaçar directamente a vida de um familiar, como é óbvio, para isso é que existe as leis que permitem a auto-defesa.
ResponderEliminarNos últimos parágrafos criticas o meu texto citando-me e dizendo que enterro a minha própria teoria de inserção de um novo moral e valores na sociedade alternativa, comprometendo tudo como uma pirâmide sem base. Não é verdade, porque se reflectires um pouco, o capitalismo não nos foi imposto e toda a gente o aceita (podendo ou não criticá-lo).
Para finalizar, todos os regimes fascistas até hoje falharam. É natural, como é que alguém se pode sentir feliz quando é altamente restringido?!
já tivemos esta discussão cara a cara e para mim é muito melhor... aqui no blog a sempre coisas que são mal ditas e acabam em textos muito extensos e algo confusos portanto na minha opinião não vale muito a pena eu responder ao teu comment usando conceitos como "influencia", "comodismo" ou "individualismo" coisas que ja estou cansado de escrever sobre
ResponderEliminarportanto vou só dizer que temos opiniões diferentes e esta luta de palavras para além de não ter qualquer tipo de resultado é repetitiva e não se tiram conclusões dela
agora quero é que haja discussões sobre outros temas.
e desculpa se fui muito duro contigo Miguel espero bem que nem tu nem ninguém leve estes comentários demasiado asserio xD não passam de trocas de opiniões se não houvessem opiniões contraditórias ai sim seria aborrecido
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