Para debater este tema [moral] decidi começar por ir ver o que consta na definiçao de 'moral' no dicionario que tinha ca em casa... eis o que encontrei: ''moral: ciência dos costumes e deveres do homem para com os seus semelhantes''
Vou desenrolar o meu raciocinio sobre a tematica a partir desta definiçao.A moral baseando-se em deveres para com os seus semelhantes, é uma consequencia do que a sociedade em que vivemos atribui aos seus cidadaos como deveres, com isto quero dizer que de sociedade para sociedade, aquilo que nos exigem [deveres] varia-retirando qualquer hipotese de uma moral totalmente universal -. Mas pegando Na palavra ''costumes'' que consta na defeniçao de moral fico interrogado...será que a moral nao se forma a partir de crenças, praticas,e habitos sobre os quais nao refletimos?, quer com isto referir certas frases feitas que passam de geraçoes em geraçoes até que se incorporam na moral de cada um. Crenças religiosas que em muitos casos só servem para atrofiar as cabeças das pessoas- Como por exemplo, em algumas tribos de africa, fazer sexo com uma virgem purifica a alma, o corte dos genitais das mulheres, mas nao poderem sentir ''desejos sexuais'', entre muitos outros, inclusive em sociedades ditas por mais avançadas.- e que integram na moral.
Assim sendo acho que se pode deduzir que a moral forma-se de modo unico em cada ser com base nas suas escolhas ao longo da vida( Damásio provou que as variias escolhas que vamos tomando no decurso da nossa vida vao modificando ao nosso cerebro, e nao só), assumindo assim um caracter nao objectivo. Com isto, vamos julgar as acçoes dos outros e até mesmo as suas morais servindo-nos da nossa moral como modelo padrão.
Mas o legitima a minha moral mais do que qualquer outra, ou vice-versa? nao será a moral uma maneira melhor ou pior de saber compreender o real?
Roubar um chourisso para comer é moralmente incorreto? e ser banqueiro? depende do nosso conceito de roubar, depende do que definimos na nossa moral como correto ou incorreto...mas podemos sempre ter erros de raciocinio e construir ideias erradas(ou fazerem-nos contruir ideias erradas-alienaçao) mas nada como ir desdobrando a questao em parcelas cada vez mais simples até nos encontrarmos outra vez. Mas quando á moral estao associadas crenças, sem qualquer fundamento argumentativo a nao ser a propria crença é mais complicado haver entendimentos...
Porque é que as mulheres indias queriam ter os seus filhos sozinhas e num mundo 'civilizados' utilizam a epidural?
Porque é que na India quando convidado para uma refeiçao no final da mesma tenho que arrotar para nao ofender o dono da casa que me presenteou com uma refeiçao?
Porque é que na China em qualquer local posso soltar um flato mesmo na refeiçao, e em Portugal mesmo na casa de banho só com o som já ofende?
porque é que numa sociedade Islamica roubar nao é crime mas ser apanhado a roubar já o é?
Qual é a moral dos meninos de rua de 3º geraçao no Brasil?
Porque é que a guerra no Iraque foi moral?(e a do Afeganistao?)
Porque é que há religioes que proíbem o sexo no periodo sexualmente mais activo das mulheres por o consiferarem impuro?
Porque é que há religioes que consideram que o acto sexual serve meramente para procriar?
...
Todos esses exemplos provam que a moral não é assim tão subjectiva. Faz parte do patrimonio cultural de um povo. Nós seguimos a moral da nossa sociedade, que acaba por seguir um certo padrão. É por isso que arrotar no mundo ocidental, por exemplo não será adequado. Temos no entanto que ter cuidado, com os limites em relação à protecção da moral de cada povo. Apenas porque faz parte dos costumes de um povo praticar a excissão feminina, isso não significa que a comunidade internacional, não condene esses habitos.
ResponderEliminarOs romanos já diziam que “non omne quod licet honestum est” (nem tudo o que é legal é honesto).
ResponderEliminarObedecendo a esse princípio, o administrador, além de seguir o que a lei determina, pautar a sua conduta na moral comum, fazendo o que for melhor e mais útil aos interesse públicos. Tem que se saber separar, além do bem do mal, legal do ilegal, justo do injusto, conveniente do inconveniente, também o honesto do desonesto.
É a moral interna ( que cabe a cada um de nós avaliar, decisão indivual, conjunto dos valores incutidos provenientes da sociedade e dos valores da nossa família)da instituição, que condiciona o exercício de qualquer dos poderes, mesmo o discricionário
E às vezes esse atrofio de cabeças é completamente consciente, uma mera manipulação, um meio de controlo subtil, mas nem sempre quanto desejam.Aqueles que não pensam duas vezes na moral a que se submetem, se não pegam nela e tentam melhorá-la, na sua perspectiva claro, ou, pelo menos, analisá-la, correm o risco de ser arrastados sem grande esforço. Obedecer cegamente, seja ao que for, nunca funciona bem.Toma-se a origem por algo sagrado, e há quem abuse disso, assim como há quem se deixe abusar.
ResponderEliminarNenhum ser humano se pode reger unicamente pela sua moral individual. A partir do momento em que um indivíduo está integrado numa sociedade, tem de cumprir as leis que nela vigoram. Se cada um decidir seguir as suas próprias normas, isto torna-se uma anarquia e a existência das leis deixa de ter sentido. Um homem islâmico não pode, cá em Portugal, chicotear a sua mulher no meio da rua caso ela decida usar calças. Nos países islâmicos isto já é permitido, visto que as leis também são diferentes.
ResponderEliminarComo isto quero dizer que a moral de cada um de nós é diferente da dos outros, mas temos de adapta-la às leis e ao padrão moral da sociedade em que estamos integrados. Só assim podemos ter direito à nossa liberdade, sem que as nossas opções limitem a liberdade dos outros...
Mas como comunidade internacional, será que não deveriamos condenar de forma mais activa a moral de alguns povos que põem em risco os direitos humanos individuais? Apesar de termos que respeitars as tradições e costumes dos outros, deveriamos de permitir que mulheres no mundo islamico sejam mortas por apedrejamento?
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