Olá a todos!
Antes de mais faço menção à parte estética do filme desta semana. Absolutamente extraordinário! Uma fotografia excelente e com grandes interpretações. Muito mais se podia dizer!
Do meu ponto de vista, ainda existe preconceito racial (aproveito este texto para responder às questões do stôr). Foram feitos grandes avanços, inquestionavelmente, mas o preconceito não desapareceu. Se perguntarem a uma tradicional família portuguesa, se gostariam de ver um dos seus filhinhos casar (e ter filhos) com uma pessoa de etnia diferente, não me parece que a resposta seja favorável. Para mim, o preconceito só acaba no dia, em que não exista um ser humano que veja e pense os outros de forma diferente.
Por outro lado, não me parece que os imigrantes venham roubar trabalho, regra geral, vêm desempenhar profissões que ninguém quer. E a médio e longo prazo, têm um papel fundamental na natalidade. As actividades criminosas não dependem da nacionalidade ou etnia, mas sim de outras questões sociais, principalmente o critério da riqueza.
Em relação à questão da homofobia, volto a dizer o que referi na aula. Fizeram-se grandes avanços no que toca aos direitos de gays e lésbicas. Alguém disse que a luta pelos direitos homossexuais é a luta de direitos civis do séc. XXI. No entanto, a luta pelos direitos de gays e lésbicas é utilizada por alguns, como uma forma de auto-promoção que não me parece correcta (estilo Lady Gaga). Eu gosto bastante de Kant, porque realmente a intenção, para mim, é fundamental, os fins não justificam os meios, na maioria das situações. No entanto, os avanços na luta contra a homofobia não são iguais em todas as culturas (vejam o vídeo que vos deixo). Eu acho que as paradas, muito honestamente, não incomodam ninguém (provavelmente só o transito), não percebo assim o porque de tanta crítica.
É interessante o facto de termos assistido a este filme, e termos tido contacto com a notícia de que o cronista social Carlos Castro foi morto (lá tem a TVI e o Correio da Manhã notícia para os próximos dois séculos!). Eu estava a ler a notícia na net, e tenho por hábito ler os comentários, e deixo-vos aqui o link, porque diz muito sobre a forma como se lida com a questão da homossexualidade neste país.
http://dn.sapo.pt/inicio/pessoas/interior.aspx?content_id=1752067
http://www.youtube.com/watch?v=XkdTtC3qlyg
Antes de mais faço menção à parte estética do filme desta semana. Absolutamente extraordinário! Uma fotografia excelente e com grandes interpretações. Muito mais se podia dizer!
Do meu ponto de vista, ainda existe preconceito racial (aproveito este texto para responder às questões do stôr). Foram feitos grandes avanços, inquestionavelmente, mas o preconceito não desapareceu. Se perguntarem a uma tradicional família portuguesa, se gostariam de ver um dos seus filhinhos casar (e ter filhos) com uma pessoa de etnia diferente, não me parece que a resposta seja favorável. Para mim, o preconceito só acaba no dia, em que não exista um ser humano que veja e pense os outros de forma diferente.
Por outro lado, não me parece que os imigrantes venham roubar trabalho, regra geral, vêm desempenhar profissões que ninguém quer. E a médio e longo prazo, têm um papel fundamental na natalidade. As actividades criminosas não dependem da nacionalidade ou etnia, mas sim de outras questões sociais, principalmente o critério da riqueza.
Em relação à questão da homofobia, volto a dizer o que referi na aula. Fizeram-se grandes avanços no que toca aos direitos de gays e lésbicas. Alguém disse que a luta pelos direitos homossexuais é a luta de direitos civis do séc. XXI. No entanto, a luta pelos direitos de gays e lésbicas é utilizada por alguns, como uma forma de auto-promoção que não me parece correcta (estilo Lady Gaga). Eu gosto bastante de Kant, porque realmente a intenção, para mim, é fundamental, os fins não justificam os meios, na maioria das situações. No entanto, os avanços na luta contra a homofobia não são iguais em todas as culturas (vejam o vídeo que vos deixo). Eu acho que as paradas, muito honestamente, não incomodam ninguém (provavelmente só o transito), não percebo assim o porque de tanta crítica.
É interessante o facto de termos assistido a este filme, e termos tido contacto com a notícia de que o cronista social Carlos Castro foi morto (lá tem a TVI e o Correio da Manhã notícia para os próximos dois séculos!). Eu estava a ler a notícia na net, e tenho por hábito ler os comentários, e deixo-vos aqui o link, porque diz muito sobre a forma como se lida com a questão da homossexualidade neste país.
http://dn.sapo.pt/inicio/pessoas/interior.aspx?content_id=1752067
Realmente, os comentários são uma coisa fabulosa, só me dá vontade de chorar. As pessoas vêem as palavras mágicas(homossexual, mutilado...) e começam logo a atirar bitaites completamente retrógradas, ignorantes e superficiais. Como anónimos dizemos todos o que achamos.
ResponderEliminarQuando às pessoas que usam a defesa por este tipo de direitos como um crachá, está longe de ser mentira. Não só o tal crachá não quer dizer nada, é meramente simbólico, os actos deviam falar por si, como é ridícula a capacidade de utilizar lutas importantes como estas para o nosso bem pessoal. Ás tantas nada tem a ver com aquela luta em particular, foi só um meio que utilizaram para alcançar o fim que mais lhes convinha.
''Para mim, o preconceito só acaba no dia, em que não exista um ser humano que veja e pense os outros de forma diferente.'' para mim nao, acho que ver tudo de igual -igualitarismo- nao é soluçao nenhuma, o preconceito acaba sim quando as pessoas passam a estar informadas, porque o preconceito é isso mesmo, uma ausencia de conceitos, uma ignorancia...
ResponderEliminarMuito sinceramente penso que pensarmos no fim do preconceito é quase como pensarmos no fim da existência (não tão exagerado). A verdade é que, infelizmente, faz parte do ser. Seremos sempre todos diferentes, duma maneira ou de outra, seremos sempre diferentes porque em parte é isso que caracteriza o ser humano: a sua individualidade. Não há dois iguais. Se tiver que concordar com o Alexandre ou com o André, apoio o André. Penso estar mais perto do ponto crítico. Cada vez mais as pessoas julgam, apontam e censuram quando na maioria das vezes nem sabem do que é que estão falar! Ou então sabem das histórias apenas pela metade! Também acredito que nós só percebemos BEM os outros quando nos acontecem situações semelhantes connosco. Talvez quando todos formos discriminados por algo, deixaremos de discriminar os outros por sabermos o quanto custa.
ResponderEliminarMas as pessoas estão informadas na sociedade actual, a partir da literatura, do cinema ou até mesmo através das campanhas desenvolvidas por instituiões de luta pelos direitos cívis. Aqueles "anónimos" têm provavelmente acesso ao mesmo tipo de informação que as pessoas que não se manifestaram homofóbicas.
ResponderEliminar"o preconceito acaba sim quando as pessoas passam a estar informadas, porque o preconceito é isso mesmo, uma ausencia de conceitos, uma ignorancia...". Do ponto de vista de muitos, a oposição ao casamento gay também poderá ser preconceito, mas isso não significa que o PSD ou PP sejam ignorantes, por exemplo.
Antes de mais esqueci-me de dizer que concordo contido plenamente quando falas da estética do filme, absolutamente linda!
ResponderEliminarNa minha opinião a diferença também está na informação que as pessoas dispõe e da informação que as pessoas requisitam. Obviamente que com a Internet ou outros meios de comunicação a informação "atinge" muito mais pessoas! Mas temos que contar também com a receptividade da sociedade a esse tipo de informações.
No entanto, é a tal coisa, nós agimos também consoante a nossa educação e a geração dos nossos pais para cima aceita tudo isto de uma maneira muito diferente daquilo que nós aceitamos/aceitaremos!
o preconceito existe porque nós somos todos diferentes e todos nós nos invejamos uns aos outros..
ResponderEliminarao considerarmos que existem raças diferentes, estamos a diferenciarmo-nos de outros..
Apesar de tudo o preconceito serve para que as pessoas conservem as suas origens, as suas culturas e para que o amor à pátria e à sua existência sejam enfatizadas.
Quero com isto dizer que a existencia de preconceitos faz com que a sociedade pense e aja o que não é mau de certa forma mau..
O preconceito é fruto da heterogenidade das sociedades, se o preconceito não existisse não existia o mundo com o qual nos deparamos hoje..
infelizmente muitas das vezes embora indormadas, o preconceito sobrepoe-se ao conhecimento...
ResponderEliminarA superficialidade da actualidade, a falta de vontade de pensar e pôr as coisas em perspectiva, a falta de vontade e prazer de entrar em contacto com outras opiniões e analisá-las, pensar enfim, explica muitas destas coisas...o pensar e desenvolver de ideias parece que incomoda.
ResponderEliminarQuanto à igualdade, estou totalmente de acordo com o André. Igualar ideias e vontades não é a solução, é muito pelo contrário extremamente limitante, aliás, o que é que temos por base de igualdade? É uma visão ilusória do mundo.Julgo que é uma questão de lucidez e sensatez.
Eu quando falo em igualdade, tenho consciência, que é algo absolutamente impossível de se atingir. Mas apesar disso temos que trabalhar para ela, se deixarmos de acreditar, a luta pela igualdade de direitos humanos cessa.
ResponderEliminarO preconceito serve para preservar a cultura até certo ponto, não me parece que a homofobia seja benéfica, nem para a própria diversidade de uma cultura. E não me parece que um mundo sem preconceito fosse mau de todo...
Eu acho que provavelmente pensamos o mesmo, mas estamos a dar usos diferentes à palavra igualdade. Uma coisa é igualdade em relação ao casamento: se se casam heterossexuais, os homossexuais também podem. Outra é olhar para as pessoas e dizer que somos todos completamente iguais, onde se iguala tudo o que é diferente, igualar vontades, reduzir tudo ao mesmo. Julgo que é algo ilusório. Podemos dizer que somos diferentes uns dos outros, mas não inferiorizar, ou sugerir que uma coisa é melhor que a outra, simplesmente são diferentes. Ou se fala dos direitos ou da pessoa em si. Não sei se fui muito clara, mas se não fui estou disposta a explicar outra vez.
ResponderEliminarexatamente, o igualitarismo é altamente reacionario, pois pessoas com pessoas com necessidades diferentes, para as pores em pe de igualdade muitas das vezes nao podes tomar medidas iguais. quero com isto dizer que uma gravida necessita de mais cuidados e assistencia que que um jovem como eu, para estarmos em igualdade deveria ser.lhe fornecido algumas coisas que a mim nao eram necessarias
ResponderEliminarConcordo com Isa e com o André ao distinguirem a igualdade entre pessoas e outra é a igualdade entre direitos. A meu ver, ainda bem que é impossível sermos todos iguais! É graças ao facto de sermos todos diferentes que temos ideias distintas e que por ventura podemos ter este tipo de discussões saudáveis! No entanto, a igualdade de direitos é outro parâmetro bem diferente. Por exemplo, em Portugal há várias empresas que preferem dar trabalho a portugueses do que a estrangeiros, isso também não é preconceito? Tendo eu o mesmo currículo que um negro ou que um cigano, porque é que devo ficar eu com o emprego? Se calhar até trabalho menos que eles! Neste caso em termos académicos e tendo em conta que o director da empresa não saberia se trabalho mais ou menos que eles, seriamos todos iguais. No entanto, devido ao preconceito, os direitos a nós aplicados seriam diferentes. Ou aquelas pessoas que não aceitam empregos por estarem associados à escravidão ou porque acham que merecem algo de maior nível, isso também não é uma forma de preconceito? A meu ver, cada vez mais as pessoas se acham "finas" demais para desempenhar determinados tipos de trabalhos.
ResponderEliminarAcho que é de sublinhar que a igualdade é necessária apenas no que diz respeito a direitos de deveres