segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Desculpem a ausência
Eu concordo com a sugestão do Alexandre. Gostaria que víssemos uns 3 filmes sobre arte e estética. O Sunset Boulevard poderia ser um deles. Pensei também no Gosto dos Outros, mas esse é um filme que alguns andam a ver nas aulas de Sociologia. Poderíamos ver igualmente o filme Morte em Veneza do Visconti que é um dos mais belos filmes da história do cinema e uma reflexão sobre a própria arte. E gostava que víssemos um filme sobre uma estrela ou movimento pop: para quem gostas dos Joy Division, poderíamos ver o Control, ou o 24 Hour Party People (sobre a editora Factory), ou o Velvet Goldmine do Todd Haynes, sobre o glam-rock .
O Renato sugeriu alguns filmes e por mim veria com muito gosto o Twin Peaks do Lynch.
Depois podemos decidir na aula.
Jorge
Já que isto tem andado muito morto
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Sondagens
1 0 (0%)
2 1 (8%)
3 5 (41%)
4 3 (25%)
5 3 (25%)
Votos apurados: 12
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Sugiro...
Venho por este meio recomendar alguns filmes que acho interessante vermos nas nossas aulas de filosofia e cinema (filmes estes que se prendem com diversas temáticas e podem ser vistos a qualquer aula:
- Um filme que tenho grande desejo de ver e que penso que seria benéfico à discussão, e que na minha opinião (apesar de já termos abordado alguns dos temas que este filmes nos incita a discutir) constitui um grande buraco na nossa lista. O filme é o "American History X" (América Proibida em Português), que em suma se dirige ao neo-nazismo personificado pela personagem de Derek (Edward Norton) e do seu irmão mais novo Danny, que idolatra o irmão mais velho e lhes segue as pisadas como membro de um largo grupo de skin-heads contra a integração e exploração dos imigrantes nos EUA.
- Outro filme que gostaria bastante de ver, devido ao meu gosto pessoal imenso por esse mesmo filme, é o "Twin Peaks – Os últimos dias de Laura Palmer"de David Lynch, que basicamente é um filme que gira em volta da personagem de Laura Palmer (e o seu assassínio), que em suma acaba por dar cabo da sua vida, e que se dirige á personagem em si de uma forma muito psicológica e profunda, tornando-se na sua base um filme de sonhos, de premonições e alucinações, e que chega até mesmo a ser bizarro, assustador ou objecto de repulsa.
- Outro dos filmes que se dirige objectivamente ao problema da pena de morte, mas que aborda vários outras temáticas, é o "Dead Man Walking" de Tim Robbins, com Sean Penn e Susan Sarandon, e que desenvolve a história de um criminoso condenado a morte por homicídio e violação que luta contra tudo e todos para anular a sua executado com a ajuda de uma freira católica que aceita o cargo de ser correspondente desse mesmo condenado e assim criam uma grande ligação.
- Este filme dirige-se ao tema da corrupção e do crime, da droga e dos gangs, mais objectivamente das favelas no Brasil, e da forma como estas cresceram para criar a rede imensa que hoje são."A cidade de Deus" de Fernando Meirelles
- Por fim queria sugerir m filme que não se pende objectivamente a temáticas muito objectivas mas que é um filme que considero brilhante e que é basicamente sobre a felicidade e a capacidade de ver o positivo mesmo nas piores das condições. Emocionante e hilariante: "A vida é Bela" de 1999 de Roberto Benigni.
Possuo-o todos estes filmes em Dvd’s originais se surgir a hipótese do visionamento de qualquer um deles.
Renato
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Sondagens
1 0 (0%)
2 0 (0%)
3 2 (25%)
4 3 (37%)
5 3 (37%)
Votos apurados: 8
8 votos pessoal!? Costumavamos ter vinte pelo menos no período passado. Vamos lá a reanimar isto.
Alexandre
Daniel Goleman, Inteligencia Social.
Vivemos rodeados de tecnologia, desde telemoveis a redes sociais, será isso benefico para o desenvolvimento da cooperaçao entre povos estimulando a interaçao ou, pelo contrário promove o isolamento?
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
''historia desconhecida dos homens desde há cem mil anos''
aqui vos deixo o resumo que vem no livro gostaria de sabeer o que pensam sobre esta ''teoria cientifica''...mais adiante se quiserem posso transcrever uns excertos.
por agora :
''A sua tese fundamental: o homem de hoje nada inventou. Tudo ja foi vivido e experimentado pelos Antepassados Superiores. Os homens construíram já naves siderais, viajaram no cosmos, conheceram as ondas hertzianas, os motores de reacçao, os ioes solares, a energia atomica. Irradiaram o nosso planeta e deterioraram a espécie humana. Mas os poucos sobreviventes desta humanidade superior, antes de desparecerem ou caírem na inconsciencia- antes de se tornarem ao que nós hoje chamamos ''homens pré-historicos'' - legaram aos seus descendentes uma mensagem, advertindo-os das consequencias das suas proprias descobertas. Porém, no decorrer dos séculos, centros de contraverdade têm ocultado este conhecimento, mantido somente pelas sociedades iniciáticas. Extraordinariamente bem documentada, Historia Desconhecida dos Homens desde há cem mil anos, se de inicio surpreende, convence á medida que as paginas vao passando e se acumulam os factos que fascinam os leitores, amantes da Primi-Historia. Remetendo-nos á era dos nossos longinquos antepassados contrutores de uma civilizaçao , que os sabios de hoje, em segredo , reconstituem anunciando o regresso dos mestre do mundo.''
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Sondagens
1 1 (11%)
2 0 (0%)
3 1 (11%)
4 1 (11%)
5 6 (66%)
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
E que tal um filme de amor?
Antes de passarmos à estética, achei que teria piada vermos um filme que relatasse uma história de amor. Pensei no Casablanca do Michael Curtiz, mas este filme coloca um outro problema fulcral relacionado com o sentido da existência.
Lembrei-me então do filme Sommarlek (Um Verão de Amor). Trata-se de um dos primeiros filmes de Ingmar Bergman, realizado em 1951 e que na opinião de Jean-Luc Godard é o mais belo filme alguma vez feito. Não sei se é, mas gostava de o partilhar convosco. Para aqueles que têm uma ideia de Bergman como um cineasta pesado e difícil, podem ficar descansados. Eu sou um incondicional do realizador sueco, mas este é um filme de juventude. Uma bela e triste história de amor. Não sei se vai permitir grande discussão, uma vez que nunca passei este filme a alunos, mas não há nada como experimentar.
Jorge
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Ainda sobre os filmes que vimos nas últimas semanas
Na parte final da aula, discutimos um tema que gostaria de retomar e aprofundar aqui: Precisamos de um Bem e de um Mal que ultrapassem uma mera dimensão individual? Deveremos ser absolutamente relativistas na nossa ordem de valores? deveremos, pelo contrário, seguir os princípios de Francesco Alberoni, que afirmava que somos relativistas, mas que deveremos agir como universalistas? Mas se somos unânimes em rejeitar o relativismo (pelo menos o relativismo absoluto) na medida em que ele nos conduz directamente ao egoísmo e à indiferença, que valores deveremos aceitar? Que Bem e que Mal?
Esta discussão pode parecer meramente teórica, mas não é. Se pensarmos na revolução actualmente em curso no Egipto e nas opções políticas e ideológicas que se abrem a esse país, veremos que esta é a grande discussão do nosso tempo.
Jorge
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Os filmes de João César Monteiro e outros.
Eu estarei disponível para vos emprestar os filmes deles, caso o desejem. A seguir á sua morte foi editada uma caixa com 11 dvd`s contendo praticamente toda a sua filmografia em edições críticas e com muitos extras. O único senão era o preço: 175 €. Os filmes também se vendiam e ainda vendem individualmente, mas também a preços pouco convidativos.
Eu tive a sorte de ter um amigo que me gravou todos os filmes e mos ofereceu no Natal.
Para quem não quiser comprar há sempre uma alternativa: o blogue My One Thousand Movies (http://myonethousandmovies.blogspot.com/) publicou-os todos e ainda mais 3 curtas que não vêm na colecção. Para ver no pc basta fazer o download dos filmes. Como os filmes vêm em formato rmvb, precisam de instalar o Real Player e os filmes correm lindamente no vosso computador.
Quem, como eu, não gosta de ver filmes no pc e prefere o ecran da televisão tem que fazer o download do software Convert X to dvd (http://www.vso-software.fr/products/convert_x_to_dvd/?source=update) ou ir ao google que eles depois reenviam e converter em formato avi. indicado para dvd. A conversão é lenta, cerca de meia hora por filme, mas excelente uma vez que faz logo a separação dos capítulos e agarra as legendas sem problemas.
Para quem gosta muito de cinema, vale a pena percorrer com detalhe esse blogue. Não tem filmes recentes, mas são escolhidos com muito critério e bom gosto.
Jorge
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Para não julgarem que é apenas uma fixação minha
A Comédia de Deus acumulou 12 galardões: o Mionetto para o melhor
filme em concurso, os Prémios Cinemavvenire e Pasinetti ao Filme, o
Prémio Especial do Júri, o Prémio do Sindicatos dos Jornalistas de
Cinema Italianos para realização e o prémio da Crítica, todos no Festival
de Cinema de Veneza, bem como o Grande Prémio do Júri, o Prémio dos
Jovens Estudantes de Cinema e o Prémio para a melhor interpretação
masculina nos Encontros Cinematográficos de Dunquerque, para além
do Prémio l’Age d’Or da Real Cinemateca da Bélgica, o italiano Prémio 8
Fiuggi e o Prémio da Federação Internacional de Críticos de Cinema no
Festival de Montevideu
Jorge
Ainda sobre a Comédia de Deus - uma opinião.
«O dia da liturgia
João de Deus espalhou um venenoso perfume sobre Veneza. "A Comédia de Deus", de João César Monteiro, é uma celebração jubilatória, missa intoxicante aos sabores e odores arcaicos de um gelado chamado Paraíso- o cinema. É um filme de outra galáxia. Comovente foi, também, a celebração do regresso de Michelangelo Antomioni. Foi o dia da liturgia.
Há filmes em cujas imagens lateja uma pulsão predadora da beleza, mas como se ela fosse o reencontro com odores venenosos, intoxicantes - Paradjanov realizava esses filmes, por exemplo. Há então cineastas que se fazem sátiros, predadores arcaicos. João César Monteiro é um deles e " A Comédia de Deus", que ontem exalou o seu perfume na competição veneziana, é um filme monumento, celebração litúrgica do cinema como se ele ainda pudesse ser pecado.
É uma obra que vem de outra galáxia – está obviamente a anos luz da baixeza normalizada da maioria dos filmes da competição- e alguém lhe chamou "extraordinário tratado cinema, extraordinário tratado de obsessões e fetichismo". No caso deste filme, uma coisa tem que ver com a outra.
João de Deus, o sorveteiro que divide o seu tempo entre a mistura de aromas e a colecção de pêlos púbicos femininos, é o celebrante da extraordinária sucessão de rituais por que se estende este filme, - ao longo de 2h 45m. Rituais de caça, claro, rituais de um erotismo infantil e também satânico. Quando João de Deus brinca com um par de cuecas de menina, a elegância dos gestos é a mesma que bailava no corpo de Chaplin, por exemplo, ao brincar com o mundo no " Grande Ditador".
E quando João de Deus mergulha para um poço de ovos onde esteve acocorada a sua jovem presa – a grande "perturbação" deste filme é a pedófilia – a sofreguidão é cósmica. De onde é que vêm essas imagens? " De muito longe, coisas que li, que vi, filmes, pintura. É um magma. Há muitos materiais e a imagem é sempre uma conclusão". Dizia o realizador na conferência de imprensa. Este filme tinha direito a sair daqui com um Leão»
Jorge
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Sobre João César Monteiro
Após a sua morte em 2004, foi publicada uma caixa com 11 DVD`s abarcando a quase totalidade da sua obra (ficaram de fora apenas 3 ou 4 curtas). Para quem eventualmente esteja interessado em ver a sua obra na Internet, pode ir ao site myonethousandmovies.blogspot.com e encontrará lá todos os seus filmes.
Nem todos os seus filmes são geniais. Na fase inicial da sua carreira é marcada por uma intensa ruralidade e lirismo, bem diferente do filme que vimos na aula. A maior surpresa vem com o filme Recordações da Casa Amarela de 1989, onde cria a figura de João de Deus (interpretada por ele próprio)e que polarizou as opiniões, entre um rancor profundo e uma paixão desmedida (como calculam faço parte destes últimos). A figura de João de Deus mantém-se nos filmes A Comédia de Deus e As Bodas de Deus e está ainda indirectamente presente nos filmes Le Bassin de JW e no seu filme final, Vai e Vem.
O filme que dele gosto mais chama-se À Flor de Mar de 1985, que nada tem a ver com a personagem de João de Deus. Para quem quiser experimentar vale a pena mergulhar no cinema dele e assistir a algo que nada tem a ver com aquilo a que estamos habituados.
Jorge
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
A Comédia de Deus
«Como sabem, vamos dedicar este ciclo aos valores e achei por bem começar por um filme que representa uma absoluta transgressão dos valores tradicionais. O filme é marcado pelos contrastes claros que perpassam toda a obra cineasta: a música erudita e a música pimba;as citações literárias de Camões e a linguagem vulgar; a obscenidade e o recorte literário; as muitas palavras e o silêncio; a opulência e a degradação.
Mas, o filme é sobretudo marcado pelas contradições de João de Deus: homem pacato e zeloso, alquimista genial e respeitador dos valores familiares («não te esqueças que um dia serás mãe»), fundamentalista da higiene pública da privacidade da imagem e da reputação, pretenso altruísta que aparentemente se solidariza com os problemas da fome no mundo («temos que ser uns para os outros»). Mas é também a personagem da extrema perversidade: coleccionador dedicado de pelos púbicos, violador de empregadas de geladaria, falso beato e perverso no limite, João de Deus representa de uma forma cabal as contradições de uma moral dominante excessivamente repressiva que gera em todos nós uma duplicidade comportamental em que a parte obscura se remete para o domínio privado e nunca assumido perante os outros.
A hipérbole de João de Deus (personagem entendida como alter ego do cineasta) o seu sentido de transgressão e de excesso, nunca é gratuita. Ela remete-nos sempre para uma crítica feroz de todos os poderes colectivos constituídos sejam eles políticos, religiosos, empresariais e culturais (reparem no discurso de apresentação do novo gelado e dos convidados que o acompanhavam - uma prostituta reformada, um padre, um político e um empresário)e pela afirmação de uma feroz individualidade(JCM nunca se identificou com qualquer grupo ou lobby mesmo dentro do cinema)que mais do que uma redenção, deve ser entendida como um percurso de vida.
O filme remete-nos de forma elíptica para um vasto conjunto de questões de natureza filosófica, sobretudo de natureza moral: o que é o Bem e o que é o Mal? (Nietzsche defendia que estes conceitos não passam de palavras vazias). Quais os limites das convenções morais? Quais as relações entre a moral dominante e a felicidade individual? Qual o sentido de representação (no sentido teatral do termo) necessário a cada um de nós para se afirmar de forma socialmente aceitável, reprimindo a vontade e o prazer individuais? O que é que é socialmente aceitável relativamente aos comportamentos sexuais? Até onde poderemos transgredir?»
Está aberta a discussão
Jorge
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Sondagens
Como classificas o filme "Crimes e Escapadelas" de Woody Allen?
1 0 (0%)
2 1 (8%)
3 6 (50%)
4 4 (33%)
5 1 (8%)
Votos apurados: 12
Eu não publiquei sondagem para o filme desta semana, mas vocês querem que eu punha?
