Dispus-me finalmente a ver o Cisne Negro e achei o pior filme que vi nos últimos tempos.
Só facto deste filme ter sido nomeado para os Óscares, revela de forma cristalina como está decrépito o sistema de Hollywood.
O filme é uma variação grosseira e confusa sobre o maniqueísmo, oscilando entre a pieguice e a crueldade inútil. A história é banal e a realização conformada a um convencionalismo e academismo quase atroz entrecortada de vez a vez por algumas pretensas ideias originais que só o tornam pior.
Jorge
Por acaso não concordo consigo. Pode ser um filme comercial mas mostra-nos até que ponto a busca pela perfeição é uma coisa positiva. Na realidade é o que todos procuramos e ambicionamos mas não será essa busca doentia?
ResponderEliminarE, mesmo não tendo gostado do filme, tem de admitir que a Natalie Portman faz um papelão!
Mas se todos gostássemos do mesmo, tudo perdia a piada.
Eu por acaso gostei. Achei que era um filme em termos estéticos óptimo (as cenas de dança, fotografia, adereços, banda sonora...), e tinha interpretações suberbas. A Natalie Portman teve provavelmente o papel da vida dela (e esforçou-se para isso, fazer aquilo tudo sem dupla...). E é um bocado aquilo que o joão disse, o filme tem uma mensagem: A ambição pode matar (e a interligação que é feita coma história do "Lago dos Cisnes" é perfeita.)
ResponderEliminarAlexandre
Concedo que a actriz tem um bom trabalho. Mas passei o tempo a lembrar-me de um filme sobre um tema semelhante chamado Sapatos Vermelhos de uma dupla de realizadores ingleses, Michael Powell e Emeric Pressburger. A diferença é abissal e este Cisne Negro não se sai nada bem com a comparação.
ResponderEliminarJorge
Eu tamém vi o "Sapatos Vermelhos", e não achei nada de extraordinário. Para mim em termos de reflexão filosofica o Cisne Negro é muito superior, permite uma discussão mais alargada (e muito mlhor estéticamente em todos os sentidos). Depois acho que esse filme, é valorizado demais porque é um clássico, não gostei muito.
ResponderEliminarAlexandre
O Cisne Negro tem uma vertente que o torna agradável mesmo àqueles que estão habituados aos filmes mais comerciais e supérfluos, aquele lado de filme de terror, a história de uma adolescente e os dramas que com isso vêm. Ainda assim, pode tornar-se interessante noutros pontos, até mesmo no lado da perfeição,como disseram, apesar de não ser uma representação assim tão diferente do tema. A imagem realmente é muito boa, aquela escuridão, os vermelhos, pretos e brancos bem usados podem ser fascinantes.De facto, acho que é esse o encanto do filme, ou a tentativa de dar sentido a tudo aquilo, quando já não é suposto fazê-lo, a confusão é da personagem e nossa. Quanto à Natalie, já vi filmes mais desconhecidos dela que me deixaram com um certo carinho pela actriz, e aqui só mostra a diversidade de personagens que tem em si, tal como qualquer bom actor, que aliás não devia ter limites, é essa a beleza julgo eu.
ResponderEliminarÉ um filme que tem as suas falhas, alguns dos momentos de "assustadores" faziam lembrar um pouco filmes de terror baratos, mas penso que até pela forma como é filmado consegue transmitir bastante bem aquele suspanse e frustração, além de conseguir também, creio eu, deixar-nos a pensar sobre o tema de perfeição e do sentido da vida no geral.
ResponderEliminarTambém discordo. Gostei bastante do filme e, igualmente, admito que teve algumas cenas que se aproximaram do ridículo. Mas mesmo assim pareceu-me um filme cru relativamente à perfeição e o esforço para a alcançar, e achei isso muito bom. A interpretação de Natalie Portaman foi muito boa, a forma como passava do cisne branco para o cisne negro chegou a ser arrepiante, pareciam duas pessoas distintas. Destaco também as cenas de ballet - sou grande fã- que deram ao filme um ar mais fresco.
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