quarta-feira, 30 de março de 2011

Sondagens

"Como classificas o filme "Control" de Anton Corbjin?"

1 1 (12%)

2 1 (12%)

3 1 (12%)

4 5 (62%)

5 0 (0%)

Votos apurados: 8

Já temos assim sondagem para o filme de amanhã, "Manhã Submersa", do Lauro António

o meu endereço

Peço-vos desculpa:

jorgesaraiva66@hotmail.com

Até amanhã

Jorge

segunda-feira, 28 de março de 2011

Envio das críticas

Correspondendo a alguns pedidos, vou permitir que me me enviem por e-mail as vossas críticas. Farei os meus comentários também por e-mail e assim não se gasta papel.

Só peço é que tentem não ultrapassar o final do dia de 6ª feira, para eu as poder apreciar durante o fim de semana.

Jorge

domingo, 27 de março de 2011

Control


Olá a todos!
O filme da aula passada partia efectivamente da perspectiva da viúva do Ian Curtis. Provavelmente muitas questões não corresponderiam propriamente à realidade. Mas o filme não deixava de ser extremamente coeso e bem conseguido. Gostei da aposta no preto e branco, escolha interessante.
O stor colocou na aula a questão de que até que ponto os Joy Division, devia o seu sucesso, não a aqualidade inquestionavel da sua música, mas sim à ao suícidio do Curtis.
Eu acho que realmente a música dos Joy Division é óptima, mas o suícido foi a melhor publicidade que a banda podia ter. Mas apesar disso, respeitaram o seu catálogo, e não lançaram provavelmente músicas gravadas em estúdio que seriam pessimas só para lucrarem com isso (e que o próprio Curtis não queria ver lançadas, seria também a vontade de Johnny cash, possivelmente, que tem quatro álbuns de originais alnçados desde que morreu) ou não lançaram 50 000 colectâneas (estilo Queen).
Se virmos bem, a morte é realmente uma fonte de lucro extraordinária na indústria do entertenimento. Temos o caso do Jimmy Deam, por exemplo. Que todos os anos, no aniversário da sua morte, traz milhões e milhões de dolares à terra onde nasceu, que é digna de grandes festas por essa altura. Na minha opinião, a morte de artistas jovens, é uma mina, porque realmente vivemos naquela perspéctiva do que poderiam ter vindo a dar ao mundo. E claro, que vidas perdidas tão cedo, trazem grande comoção.
Alexandre
Olá a todos!
Não faz mal se os filmes sobre os quais trabalharmos se repetirem pois não. Eu fiz (já acabei) a minha crítica sobre o "gato preto, gato branco" do Emir Kusturica, e vocês?
Alexandre

Sondagens

"Como classificas o filme "Morte em Veneza" de Luchino Visconti?"

1 1 (11%)

2 0 (0%)

3 4 (44%)

4 1 (11%)

5 3 (33%)

Votos apurados: 9

sábado, 26 de março de 2011

Próxima aula

Na última aula estivemos a ver o filme Control de Anton Corbijn, baseado na vida de Ian Curtis o vocalista dos Joy Division que se suicidou com 23 anos.

Foi também o último filme que vimos sobre o ciclo da Estética. Na próxima aula começaremos com um pequeno ciclo de filmes sobre religião (2/3 no máximo).

Ao contrário do que eu tinha dito a alguns de vocês, a presença do Lauro António no auditório será só na próxima 5ª feira. Assistiremos à projecção do filme «Manhã Submersa» que aliás se enquadra no tema da religião.

Não se esqueçam, portanto, que a próxima aula é no auditório.

Jorge

Data de entrega das críticas de filmes

Olá.

Queria recordar-vos que a data de entrega das vossas críticas termina na próxima 5ª feira dia 31 de Março.

Podem trabalhar sobre qualquer filme à vossa disposição, visto ou não nas aulas, desde que se enquadrem nos temas que temos abordado nas aula: política e sociedade e valores.

Não se esqueçam de respeita a grelha acordada.

Bom trabalho

Jorge

sexta-feira, 18 de março de 2011

Desabafo

Dispus-me finalmente a ver o Cisne Negro e achei o pior filme que vi nos últimos tempos.

Só facto deste filme ter sido nomeado para os Óscares, revela de forma cristalina como está decrépito o sistema de Hollywood.

O filme é uma variação grosseira e confusa sobre o maniqueísmo, oscilando entre a pieguice e a crueldade inútil. A história é banal e a realização conformada a um convencionalismo e academismo quase atroz entrecortada de vez a vez por algumas pretensas ideias originais que só o tornam pior.

Jorge

Criação artística: processo e produto.(2)

Depois da discussão da última aula e na controvérsia gerada sobre a questão do Belo em si, gostaria de vos colocar um excerto de um texto que distribuo aos alunos do 10º ano. Gostaria que a discussão sobre este tema se pudesse prolongar aqui.

A apreciação estética fundamenta-se nos chamados juízos estéticos. Estes são fundamentalmente juízos de gosto. A discussão sobre a natureza dos juízos de gosto e sobre se existe um Belo em si mesmo inerente aos objectos independente do sujeito, tem dividido os filósofos.

Para Kant, defensor do subjectivismo estético, não existe um belo em si mesmo. Os juízos estéticos são subjectivos e a beleza depende dos sentimentos de prazer provocados pela contemplação do objecto estético. Logo, a beleza não é propriedade de um quadro, mas refere apenas o sentimento de prazer que a representação do objecto em nós provoca. Por isso, todo o juízo estético é singular porque se refere apenas ao sujeito que ajuíza, mas universalmente subjectivo porque comunica a necessidade de adesão universal, pois deve ser válido para todos.

A esta corrente opõe-se o objectivismo estético, cujo principal defensor é o filósofo americano Beardsley Monroe que considera que a apreciação estética depende de um conjunto de características existentes no próprio objecto. Para este filósofo reduzir a arte apenas ao prazer que delas obtemos, impede-nos de considerar o valor peculiar das mesmas. Por isso, propõe que a obra de arte seja analisada por um conjunto de qualidades e relações internas, a saber:

• Unidade (questões relacionadas com a unidade, organização, estrutura formal, estilo coerente e perfeição da obra de arte)
• Complexidade (simplicidade/complexidade da obra, diversidade, contrastes, subtileza, imaginativa e inovadora)
• Intensidade (vitalidade, poder, ternura, sentido trágico e irónico, delicadeza e comicidade)

Jorge

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sondagens

"Como classificas o filme "The Fountainhead" de King Vidor?"
1 0 (0%)

2 1 (25%)

3 2 (50%)

4 1 (25%)

5 0 (0%)

domingo, 13 de março de 2011

Sondagens

"Como classificas o filme "Sunset Boulevard" de Billy Wilder?"
1 0 (0%)

2 0 (0%)

3 0 (0%)

4 6 (54%)

5 5 (45%)


Votos apurados: 11

Criação artística: processo e produto.(1)

Há vários ângulos sobre os quais o problema da criação artística pode ser encarado: queria centrar-me nas questões do processo de criação e no produto resultante, ou seja, a obra de arte.
No processo de criação artística é muito frequente acontecer aquilo que se passou com a personagem do velho senador do filme Mr Smith Goes to Washington: cedemos um dia aqui; no outro cedemos ali e finalmente estamos a fazer não o que queremos, mas o que as diversas indústrias artísticas querem que nós façamos. Normalmente, é um caminho sem retorno.

Algumas artes, designadamente as mais populares como o cinema e a música,exercem sobre os criadores uma pressão terrível. O artista deve ser rentável, isto é, como é admiravelmente retratado no filme, ser capaz de corresponder ao gosto médio do consumidor. E o gosto médio do consumidor é, geralmente conservador, por um conjunto muito variado de razões. Do ponto de vista puramente processual, esse é o dilema do criador: manter o seu espírito de independência e fazer o que quiser (independentemente da qualidade do produto), ou adaptar-se às exigências de quem investe.

Claro que há casos de conciliação bem sucedidos. Criações artísticas que são simultaneamente inovadoras e populares. Penso que, com a progressiva mercantilização da criação artística, essa situação vai sendo cada vez mais difícil, embora seja diferente de arte para arte.

Na música, por exemplo,o aparecimento do cd na segunda metade da década de 80 e da Internet nos anos 90, tornaram o processo de gravação e de distribuição muito mais baratos do que nas décadas anteriores. Hoje é relativamente fácil e barato divulgar música por canais alternativos, o que permitiu o aparecimento de inúmeras expressões musicais totalmente independentes do mainstream dominante. O maior problema prende-se com a possibilidade de uma divulgação mais ampla doo que se cria. Mas isso é a secreta vingança do sistema em relação ao que não pode controlar.

Jorge

Finalmente posso escrever

Finalmente as coisas estão em ordem com o computador.

Gostaria que escrevessem no comentário a este post, quais os filmes que querem que vos traga na próxima aula.

Jorge

quinta-feira, 10 de março de 2011

comentario ao filme dos arquitetos

Como defendo que é a partir da dialetica que podemos avançar, aqui vos deixo a minha impressao da tematica do filme que hoje vimos:
a meu ver o interesse individual nao tem que ser necessariamente antagonico ao do coletivo, mas mesmo que o fosse, nao creio que essa ''disputa'' esteja presente no filme. O que existe é um arquiteto inovador e talvez por isso incompreendido pelos 'intelectuais' do seu ramo( á semelhança de todos os inovadores ao longo da historia) . o outro arquiteto(ou comentador ja nao me lembro) é que nao gostou deste novo estilo e tentou manipular massas atraves dos media para ''ridicularizar'' este novo estilo, um verdadeiro contra-revolucionario.

levatou-se tambem a questao do ser bem sucedido ou nao , o conceito de bem sucedido depende muito dos valores que nos guiam. deixo aqui um´pensamento de Che Guevara : 'mais vale morrer cedo, de pé, do que tarde de joelhos''

quarta-feira, 9 de março de 2011

Stor, será que me poderia emprestar então o “Citizen Kane” e o “Casablanca”?
Alexandre

sábado, 5 de março de 2011

Sondagens

"Como classificas o filme "O Delfim" de Fernando Lopes?"
1 0 (0%)

2 2 (40%)

3 3 (60%)

4 0 (0%)

5 0 (0%)

Votos apurados: 5
Venho aqui refletir sobre a tematica do ultimo filme...será a arte do cinema uma criaçao que obedece meramente aos desejos vontades, conviçoes do realizador? será a arte do cinema comparavel á pintura, musica ou escultura?
OS custos da realizaçao de um filme sao bastante superiores do que os custos da produçao de uma letra ou de um quadro, o cinema, a setima arte necessita de materiais com custos muito superiores ás outras artes.
Mas quer o pintor quer o escritor á semelhança do realizador expressam nas suas obras as suas convicçoes ideologicas, dão a sua perspectiva do mundo, pondendo o publico aderir ou nao. Agora quando os productores establecem como objectivo a maximizaçao dos lucros, o cinema deixa de ser uma arte (a meu ver claro) a passa a ser mais comercio que outra coisa.
Nao queria deixar de referir a importancia que o cinema tem na divulgaçao(e alienaçao) das massas, assim como as novelas tornam as pessoas conformistas e resignadas.

a vosso ver terao as novelas um impacto mais benigno do que maligno na populaçao?

gostariam de ter mais cadeiras no ensino que proporcionassem ao estudante uma maior possibilidade de se exprimir pela arte?

nao acham que as profissoes mais rentaveis ( tanto para a empresa como para o proprio trabalhador) sao as que o empregado tem uma maior margem de criatividade no trabalho?

será o cinema isento da pressao de grandes lobby's e monopolios capitalistas?

será a pintura, escultura e literatura uma arte mais 'livre' do que o cinema?

Sunset Boulevard


Olá a todos!
Eu acho que o filme desta semana era extraordinário. Estéticamente é mangnífico. O American Film Institute disse que era o 12º melhor filme americano de sempre (se bem que estas listas, valem o que valem).
Pondo estas questões de parte, o filme permite-nos uma importante reflexão sobre as exigências do mundo da imagem. A personagem da Gloria Swanson vê a idade e as rugas afasta-la do mundo das câmeras. Uma realidade de Hollywood, que se estende a muitas outras áreas. A idade pesa, e muito. Quando a beleza se vai, somos deitados fora, principalmente as mulheres (em relação a esta tema, seria interessante vermos o "Gilda"). A imagem conta, e cada vez mais. No entanto, muitas vezes aqueles que são bons nas suas actividades e que sejam bonitos, acabam ofuscados por essa beleza.

Por outro lado, temos um filme que nos faz perceber que Hollywood, não é mais do que uma indústria. Fazer dinheiro é o grande objectivo. Eu não concordo com esta perspéctiva no entanto, acredito que as pessoas que trabalham nestes séctores são artistas. Não podemos dizer que o cinema americano (de estúdios)não é arte. O Billy Wilder fez filmes para serem vendidos, no entanto não deixa de ser genial. Acho que o facto de que o cinema é uma indústria à escala mundial, pode ser benéfico no sentido em que a função social da arte, chega a mais pessoas.

Alexandre

sexta-feira, 4 de março de 2011

Link

O link é este:

http://laranjapsicodelica.blogspot.com/2010/06/joy-division-2006.html

Jorge

Referência para documentário dos Joy Diivison

Para quem estiver particularmente interessado na música dos Joy Division, não deve perder o documentário de Grant Gee sobre o grupo de Manchester. Contém muitas imagens reais e depoimentos dos restantes membros do grupo que posteriormente formariam os New Order.


Jorge