quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Stand by Me" II

Olá! Bem, peço desculpa pela demora mas só percebi agora como fazer um post!
Aproveitando então o comentário e a reflexão do Renato acerca do filme, sim, porque o que acabei de ler foi, acima de tudo, uma introspectiva, devo dizer-te que concordo com imensas coisas, mas não com todas.
Primeiro, quero que saibas que os termos em que puseste a amizade, tal como já tínhamos discutido na aula, não podiam ser mais verdadeiros e fiéis ao que assistimos no filme. A verdade é mesmo essa, aqueles quatro companheiros não precisaram de ter a família perfeita para viver uma infância feliz, na minha opinião, já que, quem tem amigos verdadeiros, sabe que, em certas alturas, a sua companhia, a sua palavra, o seu sorriso, são reconfortantes o suficiente para nos esquecermos do resto, dos problemas familiares, dos problemas na escola, de tudo o que nos possa preocupar, há sempre maneira de darmos a volta por cima. Eles foram, realmente, bons amigos. Viveram aquela jornada juntos e, apesar de ser "apenas" um filme, não deixa, como disseste, de nos "tocar", porque ficamos contentes pelo sucesso deles, parece que o filme vira realidade e queremos tanto como eles que sejam felizes e que atinjam os seus objectivos. Falo por mim, pelo menos. Acho que isso por si só já é uma vitória para o filme porque, a meu ver, significa que foi bem feito e passou a mensagem de forma muito positiva.
Na aula não tive oportunidade de dizer, mas queria ainda dizer que não concordo, de todo, que as amizades se desenrolem como o Alexandre estava a dizer, porque tal como o personagem principal, acho que é possível dois bons amigos de infância/início de adolescência poderem passar 10 anos separados e continuarem a viver a sua amizade à maneira deles. Não, obviamente, no dia-a-dia, mas, para mim, há simplesmente memórias que não se apagam e nem o passar do tempo é capaz de ir "destruindo" tudo o que se constrói quando somos mais pequenos, sei que parece aquelas frases feitas e banais mas acredito mesmo quando dizem que "numa amizade verdadeira, podem passar anos e anos que, na altura do reencontro, parece que nem um dia passou", soa a artificial, mas não é bom pensar que existem amizades assim? O filme mostra que sim... Acho, sinceramente, que é mesmo verdade que as melhores amizades se fazem até esta altura, não só por tudo o que disseram (depois não somos tão inocentes, ingénuos, etc.) mas também porque é na altura em que estes quatro amigos estiveram juntos que, normalmente, nos descobrimos a nós próprios e afirmamos a nossa identidade, talvez o mais correcto seja mesmo dizer que nos moldamos. E não nos moldamos sozinhos, são estes amigos que nos ajudam, que nos influenciam. A partir da idade que temos agora, acho que já sabemos quem somos e o que queremos, e já nenhum amigo, por muito bom que seja, nos pode ajudar a descobrir como alguns ajudaram até agora, falo por mim.
Relativamente ainda ao comentário do Renato, penso que essa ideia de não termos amigos dispostos a "levar um tiro por nós" talvez seja um pouco forte demais, porque talvez ouse dizer-te que, se pensas assim, não conheceste ainda os teus "melhores amigos" de verdade. Apesar de, até certo ponto, concordar, e até que estamos a entrar numa fase em que escolhemos melhor os amigos, em que a quantidade começa a dar lugar à qualidade, não acho que seja hipocrisia dizer que, felizmente, acredito vivamente que há amigos assim, que estariam dispostos a fazer muito por ti. Isso que disseste seria, obviamente, pedir muito, e também percebo que seja uma maneira de dizeres, mas é uma visão pessimista pensares que todas as amizades de agora, por serem de agora, já não são tão sinceras, ou até bonitas como as já que vivemos e tivémos... talvez esteja enganada, mas quero pensar de forma mais positiva.
Para acabar, quero aproveitar a deixa e agradecer também à Zillah por ter sugerido este filme do qual gostei bastante, por nos ter feito viajar a uma altura que, infelizmente, não volta, e dizer também que gostei muiiiiito da banda sonora, principalmente penso que a primeira música que apareceu, adorei e não podia estar melhor enquadrada. Normalmente não reparamos tanto na banda sonora mas ela tem também um papel muito opinião, pelo menos para mim.
Até um dia destes!!!

"Stand by Me"- A Amizade no seu estado mais genuíno

Título: Conta Comigo (Stand by Me, EUA, 1986, 87 minutos)
Direcção: Rob Reiner
Roteiro: Raynold Gideon e Bruce A. Evans, baseado em livro de Stephen King
Música: Jack Nitzsche
Fotografia: Thomas Del Ruth
Estúdio: Columbia Pictures Corporation / Act III / The Body
Distribuição: Columbia Pictures
Elenco: Wil Wheaton, River Phoenix, Corey Feldman, Jerry O'Connel, Kiefer Sutherland, Richard Dreyfuss e John Cusack.

Este filme de 1986 é basicamente um filme que procura sublinhar a importância da amizade na infância, a enorme influencia que essas mesmas amizades têm em nós e o que resta delas quando passamos de um degrau de inocência e liberdade para outro de principio de maturidade e responsabilidades, e tocou-me de uma forma que não estava a espera. Fez-me lembrar do quanto era feliz e livre quando era criança. Penso que , enquanto adolescentes, os alunos da nossa turma não podiam deixar de se identificar em termos de relações sociais com a relação dos 4 rapazes protagonistas do filme, que penso ser bastante semelhante ao que cada um de nós teve oportunidade de viver com os amigos da sua infância . A capacidade de conviver com amigos sem quaisquer tipos de julgamentos nem barreiras é particular das crianças e que, á medida que crescemos, vai deixando de fazer parte da nossa personalidade não só pelo simples aumento do nível de maturidade mas também pelo dogma imposto pela sociedade que se deve ter certos amigos com características "x" e que sejam do campo profissional "y" e de preferência que tenham interesses "w", o que é errado, já que como pudemos constatar no filme (e como com certeza qualquer pessoa já teve como experiência de vida), geralmente os nossos amigos (mesmo não o sendo á superfície do que vemos) são bastante diferentes uns dos outros e de nós proprios pelo simples facto de ser impossível haver 2 pessoas exactamente iguais que pensem e que gostem, exactamente do mesmo, o que não implica que a relação com essa mesma pessoa não possa ser forte.
Chego então ao ponto essencial e que toca directamente a TODAS as pessoas que lerem o meu humilde post, e que é bastante simples e infeliz: as relação de hoje em dia são bastante menos honestas, verdadeiras e sentidas do que pensamos. E isto e de explicação simples e resume-se a uma razao humana que se traduz no lado mais falso, egoísta, competitivo e interesseiro próprio do ser humano adulto.E exactamente por esta razão que gostei bastante do filme visionado na medida em que hoje em dia (e sei que daqui a 10 ou 20 anos isto mal me vai passar pela cabeça) seria algo absurdo para mim a simples desabafo com uma amigo, ou naturalmente passar uma tarde ou um dia com ele como os 4 companheiros do filme, ou perdoa-lo se trair a minha confiança, etc... . Deixame triste precisamente saber que na verdade nao existem amigos tao verdadeiros e que sejam capazes de "levar um tiro por nós" como os que fazemos em idade jovem. Em todo este comentario resumo assim a razao porque o filme (que está muito longe de ser apenas um filme infantil) se chama Stand by Me, em que cada pessoa (adulto ou criança) que veja este filme (de grande qualidade) se vê forçada a entrar na historia e a embarcar no mundo da amizade verdadeira que consegue ultrapassar até os piores dos problemas.

Queria por fim sublinhar a espantosa dos actores jovens em que, na minha pequena experiência como cinéfilo, nunca vi representar tao bem como vi neste filme.

E obrigado á Zillah por ter trazido o filme.

Renato

Sondagens

Olá a todos!
Está na altura de fecharmos a nossa sondagem em relação ao filme que mais gostamos: "Pump Up the Volume" ou "Rumble Fish". O primeiro filme venceu com 64% dos votos enquanto que o segundo foi escolhido por 35% dos alunos.
Está na altura de abrirmos uma nova sondagem em relação ao que achamos sobre "Stand By Me" de Rob Reiner. Toca a votar!
Alexandre

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Aqui está o link da cinamateca stor:
http://www.cinemateca.pt/imgs/programacao/doc.pdf

Ida à Cinemateca

Olá a tod@s

Sugiro que a nossa primeira ida à Cinemateca seja numa quarta feira dia 13 de Outubro para vermos o excelente filme de Orson Welles, O Estrangeiro.

Podem ver a programação na página da Cinemateca em:

http://www.cinemateca.pt/imgs/programacao/doc.pdf

Jorge

PS: Alguém me pode explicar como é que transformo um endereço electrónico num link onde vocês possam clicar e entrem imediatamente no site?

Filme de amanhã

Em princípio, amanhã veremos o filme sugerido pela Zillah do Rob Reiner.

De qualquer modo, sugiro que possam trazer alternativas, a partir dos critérios que foram definidos num post anterior. Eu vou também levar um, caso falhem.

Cumprimentos

Jorge

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sugestões

Olá a todos!
Aproveito a sugestão de blogues feita pelo professor para deixar os links de alguns sites dedicados à crítica de filmes (que provavelmente alguns de vós conhecem).
Rotten Tomatoes:
-Dedica-se única e exclusivamente à crítica de filmes, abrindo a porta a todos os que o visitem para fazer críticas. Dos que apresentarei, é o que prefiro.
http://www.rottentomatoes.com/
Metacritic:
-Mais abrangente tocando também as séries de televisão ou música, por exemplo.
http://www.metacritic.com/
Box Office Mojo:
-Um site que se dedica a relatar as receitas dos filmes, permitindo-nos concluir se estes se tornam "flops" comercias ou não.
http://www.boxofficemojo.com/
Alexandre Evaristo

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Alguns blogs para ver filmes.

Talvez vocês saibam muito mais disto do que eu, mas queria dar-vos os endereços de alguns blogs com filmes legendados em português.

1) My One Thousand Movies (http://myonethousandmovies.blogspot.com/)

É um blog português que contém alguns milhares de filmes entre os quais algumas das obras primas da história do cinema. Funciona por ciclos (agora é um de cinema espanhol) e apanham-se lá muitas raridades curiosidades. Não tem filmes recentes. A maioria dos filmes está legendada em português. Os ficheiros vêm em RMVB e estão alojados no Megaupload. Para ver os filmes no PC precisam de instalar o Real Player e para os passar a Dvd precisam do Convert to DVD

2) O Sétimo Projetor (http://setimoprojetor.blogspot.com/)

É um blog brasileiro que publica poucos filmes (3/4 por semana, embora por vezes não publique nenhum em duas semanas). Os filmes escolhidos são criteriosamente escolhidos sobretudo em função dos realizadores. Por lá encontram encontram imensos filmes de Godard, Fritz Lang, Hitchcock, Pasolini, etc. Os filmes vêm em formato em RMVB ou em formato rar (alojado no Rapidshare)e estão todos legendados em português- brasileiro (PT-BR).

3) Laranja Psicodélica (http://laranjapsicodelica.blogspot.com/)

É um blog brasileiro que tem um ritmo de produção impressionante: 5/6 filmes por dia. Publica muitos filmes recentes, incluindo alguns que ainda não foram lançados em Portugal. O blog não tem nenhum critério de publicação uma vez que são 5 ou 6 pessoas a publicarem com gostos muito diferentes. O blog é um caos porque não tem nenhuma referência a géneros ou realizadores. No entanto, aparecem por lá verdadeiras pérolas amontoadas no meio de coisas sem interesse. Os filmes estão todos legendados em PT-BR e estão alojados em diversos servidores com diferentes formatos.

4)Trixxx (http://trixxx.com.br/)

O Trixxx é um blog brasileiro que funciona sobretudo com ciclos de filmes de realizadores. Em termos de filmes é o blog mais completo e rico de todos. Tem filmografias bastante extensas de realizadores pouco conhecidos incluindo de cineastas de países como a Formosa, Tailândia, Irão,etc. O problema do Trixxx é que os filmes vêm fragmentados em múltiplas partes alojadas no Rapidshare com as legendas em separado. Quem não tiver conta no Rapidshare bem pode esperar um dia inteiro para arranjar um único filme.

Se souberem de mais algum blog com filmes legendados, postem aqui.

Jorge

Próximos filmes

Olá a tod@s!

A ideia que sejam vocês a propor os filmes agrada-me bastante. Eu tenho uma certa tendência para gostar especialmente de cinema de autor e clássicos americanos das décadas de 30, 40 e 50 e acabo por desconhecer grande parte do que se faz actualmente. Não é preconceito (se calhar até é...) mas não se pode ver tudo.

Por sugestão dos meus alunos do ano passado vi e discuti nas aulas filmes como a Onda ou América Proibida, por exemplo, que deram excelentes discussões.

Por isso, a vossa selecção é sempre benvinda. Mas devemos estabelecer algumas regras muito simples:

a) Que os filmes propostos proporcionem boas discussões e se integrem nos temas que estamos a tratar.

b) Que não sejam excessivamente longos ( mais do que 2 horas, só em casos excepcionais) de forma a não cortar o debate.

c) Que quem propõe o filme o possa trazer para a aula, seja o original em dvd seja de qualquer outra forma.

Posto isto, proponho que o próximo filme seja o do Rob Reiner proposto pela Zillah e depois seja um outro que foi sugerido no blog e que podemos combinar na aula.

Não queria passar muito mais tempo neste ciclo e poderíamos finalizá-lo com a Onda que fará já a transição para os temas mais abertamente políticos e ideológicos.

De qualquer modo, eu vou sempre com um ou dois filmes de reserva para o caso de alguém faltar com o filme não ficarmos sem ver nada.

Digam-me o que vos parece esta proposta?

Jorge

"Pump of the Volume" vrs Realidade

Sobre o filme visionado na nossa primeira aula de grupo (“Pump of the volume”) queria com ênfase referir que o filme retrata com grande clareza o carácter e a inquietação que os adolesntes entre os 18 e 15 (aproximadamente), ou seja, os que frequentam o ensino secundário, tanto nos Estados unidos, Portugal ou qualquer outro pais com culturas semelhantes. Sendo um adolescente com estas características muito mais sintonizado com a hipocrisia que o rodeia tanto a nível educacional, familiar como social ou politico (cada um deles referidos no filme visionado), desenvolvem assim um sentimento de rebelião (embora seja um rebelião sem um alvo objectivo) e uma vontade de tomar uma atitude mais forte contra tudo o que acham errado, algo que os adultos tanto do filme como os que cada um de nós convive todos os dias não perceberia devido ao conformismo que as suas vidas rotineiras lhes deram e, por consequência, uma mente muito mais fechada. Penso que para nós e para qualquer adolescente e importante referir que, apesar da inquietação ser um traço comum (facto já referido noutro post do Jorge), para os adultos e principalmente os responsáveis por nós é aterrorizante pensar que algo que pode mudar profundamente a mentalidade de um adolescente e que se possa traduzir em acções fora do ordinário tenha muito mais influencia num adolescente revoltado e em busca de opções e de se fazer ouvir do que as mensagens que estes próprios educandos lhes transmitem (penso que por este exacto facto e que tanto os pais da personagem principal do filme como os professores da secundaria se sentiam tão perturbados com as diárias intervenções do “Heterónimo” via rádio de Mark, pois vendo os filhos e os alunos optar por acções e escolhas que vão contra o habito o conformismo e principalmente que façam, pensem ou oiçam algo que desenvolva alguma “liberdade” em relação aos exemplos adultos se torna angustiante). Assim penso que (na minha opinião) um dos alvos principais da rebelião dos adolescentes do filme e da nossa realidade serão sem duvida os adultos que tomam responsabilidade e que querem ter maior influencia sobre nos (resumidamente os pais e professores que são até vistos como uma barreira) e que durante a nossa infância vão construindo uma espécie de caixa destinada a ser o mundo comum onde vivemos e onde so deve ser permitido o que e imposto pelo modelo de pessoas que se espera que atingimos em idade adulta …a adolescência é então e geralmente para todos a fase em que se gera a vontade de partir e sair da caixa e mostrar que tem atitude e que a demonstram, como podemos observar no filme e sendo este só um exemplo, o caso da super-estudante e rapariga-perfeita Paige que decide não se submeter a vontade e as expectativas que os pais depositam nela revoltando-se, dizendo o que pensa e tomando uma atitude sobre a sua vida. Na minha experiência fico por vezes admirado com a quantidade de adolescentes que pensam em tomar uma atitude semlhante há que a personagem Paige tomou (s4ndo este numero astronomicamente grande) …ou melhor…fico antes bastante mais impressionado com o quantidade de adolescentes que não se sentem revoltados (sendo este numero bastante curto) e também com aqueles que em vez se acomodarem com comentários por parte dos educandos(em casa ou na escola) referindo que têm uma atitude errada e socialmente não aceitável , que realmente mostrem que não guardam isso para dentro e que tem na verdade uma atitude e que querem fazer-se ouvir (sendo este numero ainda mais curto que o anterior).

Renato

Peço desculpa pela insistência em comments sobre este filme (até porque já existem bastantes com qualidade) mas só vim ao blog hoje não tenho tido grande tempo e também porque prometi a Zillah que vinha hoje

Queria também dar os parabéns pelos comentários muito bem formulados e de interessante leitura que os alunos da nossa turma tem exposto no blog e também ao Alexandre pelo bom trabalho que fez no nosso blog :) continuem com o bom trabalho

domingo, 26 de setembro de 2010

A propósito do filme que vimos - Rumble Fish

O filme de Coppola que vimos, faz parte de um díptico sobre problemas juvenis feito no início dos anos 80 sobre problemas juvenis. O outro chama-se os Marginais e é do ano anterior.

a) O filme de Coppola é deliberadamente ambíguo e, nesse sentido, talvez possa mais facilmente ser transposto para a actualidade do que o Volume no Máximo. Relata-nos um mal estar e uma revolta não num estado, mas numa essência, quase com uma dimensão antropológica inerente à natureza da juventude.

b) A revolta de Rusty James não é politizada nem sequer dirigida. Não é limpa e agradável. Não gera solidariedade ou cumplicidade dos espectadores do filme. O estabelecimento de um corte entre a corrente que se possa estabelecer entre as personagens principais do filme e os espectadores, é uma das marcas mais interessantes do filme.

c) Estamos numa espécie de versão negra de James Dean e do Rebelde Sem Causa imortalizado sobretudo no filme de Nicholas Ray, Fúria de Viver. Mas aqui, tudo parece ser contra a personagem: não trabalha, não estuda, não parece ter outros interesses na vida para além de curtir com a namorada, nem sempre com sucesso, ou de andar em lutas violentas sem qualquer outro objectivo, para além da luta em si própria. Nem sequer as drogas parecem ser um motivo.

d) Para este comportamento próximo da delinquência, há algumas justificações, sobretudo familiares: uma mãe ausente, um pai permanentemente alcoolizado, um irmão diferente, tido por louco e que funciona como um ícone para toda uma geração.

e) A questão que mais me inquieta neste filme prende-se com os motivos da violência. Nesta reflexão desencantada sobre a natureza humana e em particular da juventude, parece perpassar a ideia de que não é preciso haver motivos para a marginalização e a revolta. Os jovens, pelo menos alguns, não precisam de motivos para terem comportamentos à margem daquilo que está social e legalmente estabelecido como conveniente. Um mesmo tipo de inquietação céptica que surgia com toda a crueza no filme A Laranja Mecânica de Stanley Kubrick.

Jorge

sábado, 25 de setembro de 2010

Competitividade

Antes mesmo de aprofundar a minha ideia, noção de competitividade, acho necessário explicar o sentimentento/ pecado do qual, na minha opinião, deriva a competitividade..
A INVEJA…
A inveja é um dos 7 pecados mortais, mas por certo , também sempre me questionei o porquê desta mesma qualificação, outrora pensava eu ainda na minha idade de inocência, que todos nós seres humanos, racionais e pensantes podíamos controlarmo-nos, ser-se invejoso era apenas uma forma de conseguirmos explorar de nós próprio, o máximo… Estaria totalmente errada?
Hoje em dia vivemos num mundo sobrelotado, a luta pela sobrevivência torna-se cada vez mais constante e a adaptação ao meio, a forma de conseguirmos imperar/reinar é a única solução para permanecermos sãos.

Se não consegues vencê-los , junta-te a eles.

Aplicando a esta minha opinião a teoria de Darwin (naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução)torna-se até mais fácil perceber-se o que quero exactamente dizer.
O meio cada vez mais selecciona quem melhor adaptado a este está, quem melhor sabe tirar proveito do que tem á sua disposição, quem mais que conformista é audaz…
As influências, o ego, a aspiração a ser alguém, a perfeição, a vontade, a ambição e a mais temerosa, a sociedade , tornam-nos seres competitivos..
Quem nunca sentiu pressão em decidir o que quer ser, o que quer fazer e até em justificar as suas escolhas?
Quem é que nunca mudou de ideias só porque sim? Porque é melhor?. A resposta é : TODOS NÓS..
A competitividade desvirtua a nossa própria forma de estar e modifica os nossos objectivos de vida.
A competitividade torna-nos mais vulneráveis aos resultados, ás opiniões, á pretensão de dever cumprido. Torna-nos frágeis emocionalmente, torna-nos obcecados e doentes ao ponto de fazer qualquer coisa para ser-se o melhor. Torna-nos rancorosos e faz com que nos sintamos num mundo só nosso, num mundo egoísta e intrínseco aos outros. O caminho somos nós, nós e nós.
Modifica os nosso s objectivos, passamos a ambicionar mais. Ambicionamos aquilo que sabemos que nunca vamos conseguir, que não está ao nosso alcance, isto apenas porque sim, porque se ele tem eu também posso ter… Passamos a dar menos importância ao que somos e mais ao que temos. Passamos a ser materialistas e a querer ter tudo o que os outros têm, como afirmo, tornamo-nos egoístas e muiiiiito invejosos.
Exemplo disso somos nós, que ainda em idade de formar a nossa própria identidade, idade em que nos afirmamos perante uma sociedade que não é só nossa, somos obrigados desde logo a aceitar regras a aceitar filosofias de vida que não são as correctas, isto tudo para quê?
Para conseguirmos sobreviver

Rute Lopes

A socidedade - usurpador da nossa liberdade?

Actualmente os jovens são mais livres que nunca. Dizer o contrário seria erróneo. É um facto. Quando nos deparamos com uma situação que nos desagrada, quando nos deparamos com uma situação que achamos ser contra os nossos valores ou ideais fazemos questão, na maior parte das vezes, de exprimir a nossa opinião. A revolta nos dias de hoje parece ser uma necessidade na vida dos jovens o que é bastante saudável.
No caso de Mark em 'Pump Up the Volume', a sua revolta é, de facto, legítima e podemos transpor casos semelhantes para o mundo de hoje. Sentimo-nos pressionados por uma sociedade competitiva e feroz, quase animal, que nos obriga a sermos o melhor que podemos e leva-nos a uma situação asfixiante e cansativa, uma verdadeira calamidade.
Este sentimento de violação de liberdade de escolha relativamente ao rumo que cada um toma deve acabar, sem dúvida. O meio em que vivemos deveria ser mais compreensivo e deveria deixar cada um tomar conta das suas acções, aí sim seriamos livres, em pleno. Se tal fosse, porém, corriamos o risco de acabar numa anarquia. O equilíbrio é como a perfeição, se não impossível é extremamente dificíl de alcançar.
саша

Ainda a propósito dos filmes que vimos - Volume no Máximo

Gostaria de vos dar algumas pistas de reflexão sobre os dois filmes que vimos nas duas primeiras aulas:

a) A inquietação é um traço comum. Em ambos os casos sente-se um mal estar nos protagonistas, numa vida que por razões diferentes é absolutamente disfuncional. Ou seja, existem expectativas de vida, que por diferentes razões são goradas.

b) O filme Volume no Máximo, pode-se entender quase como um filme político pós-ideológico. A personagem principal não sabe bem o que quer, mas sabe bem o que não quer. Uma sociedade excessivamente competitiva, onde os pais aliviam as suas frustrações nas expectativas dos filhos. Um conflito de gerações latente, entre os pais que acham que tudo o que dão aos filhos é o que eles precisam e estes, que não querem nada do que lhes propõem.

c) Trata-se de um mecanismo de reprodução social. É suposto que os filhos paguem com estudos e sucesso na vida o investimento dos pais. É necessário que sejam competitivos e que saibam «furar» para alcançar os patamares do sucesso, ou seja, uma profissão socialmente reconhecida, que lhes dê conforto e bons salários.

d) Isto é mais notório no pai de Mark , que representa uma forte libelo acusatório contra a geração de 60. Aqueles que um dia quiseram mudar o mundo, que fumaram charros e recusaram a guerra do Vietname, que apregoaram a revolução e o amor livre, acomodaram-se, integraram-se no sistema e são os seus maiores reprodutores. Procuram o sucesso a qualquer preço e substituíram os sonhos colectivistas pelas mesquinhas ambições individualistas. quero ter sucesso e os outros que se lixem.

e) Este manto hipócrita onde aparentemente tudo corre bem, mas onde realmente tudo corre mal, reflecte-se de forma brutal na escola. Professores amorfos que colonizam mentalmente os alunos (com excepção de uma professora) e uma directora que nega o mais elementar direito dos alunos estudarem expulsando-os quando têm mais notas, servindo-se de um «gorila» para domesticar os alunos e reprimir qualquer dissonância.

f) A revolta de Mark é a revolta possível. Individualista, descoordenada, titubeante, é, no entanto genuína e intensa e daí o seu sucesso junto dos colegas. Aparentemente, está condenada ao fracasso. Mas, na medida em que é capaz de alertar as consciências e impor a modificação dos comportamentos, ela já é, em si mesma um sucesso.

A questão que eu queria colocar para discussão é que todos possam fazer um exercício de apropriação pessoal do filme. Mais do que saber se a revolta de Mark é legítima,impõe-se a questão de saber até que ponto o mal estar pode ser transportado para os dias de hoje e para o nosso espaço.O que é que corre mal para os jovens de hoje? É possível mudar o que está mal? E como?

Jorge

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Proposta de filme



Olá a todos!
O filme que eu sugiro é o “Remember Me” (2010) de Allen Coulter (“Hollywoodland”).
Este filme Conta-nos a história de dois jovens, Tyler Hawkins (Robert Pattinson) e Ally Craig (Emilie de Ravin), que lidam com a dor e revolta de perder um ente querido. Tyler perdeu o seu irmão há um ano e Ally viu a mãe ser assassinada quando tinha apenas 10 anos. Quer o destino que estas duas personagens se conheçam na universidade e se acabem por apaixonar. Uma relação sentenciada ao falhanço quando o problemático Tyler é preso pelo pai de Ally, Neil Craig (Chris Cooper) por desacato à autoridade. O filme lida também com a questão da, por vezes complicada relação entre pais e filhos. Algo que se sente principalmente no caso de Tyler, e do seu sempre ocupado pai Charles Hawkins (Pierce Brosnan).
Devo confessar que este filme me surpreendeu pela positiva. Quando o fui ver ao cinema, não fui de livre vontade, tendo em conta o seu protagonista, Robert Pattinson (o fantasma do terrível “Crepúsculo” também me repudia!). Mas a verdade é que a sua interpretação é soberba, e correndo o risco de ser criticado, põe os nossos dois últimos protagonistas a “um canto”. O filme tem uma “vibração” um tanto ao pouco indie e um final inesperado. Este filme lida para além da questão da família, com o tema do álcool, drogas, falta de objectivos de vida ou estudos. Acho que seria uma proposta interessante!
Penso que deveríamos sugerir propostas até terça-feira e depois votarmos em relação à nossa preferência (fazemos uma espécie de sondagem no canto do blogue), para termos tempo para que alguma “alminha caridosa” se ofereça e consiga arranjar o filme. O que é que acham? Digam qualquer coisa nos comentários.
Alexandre Evaristo

GUIÃO ABREVIADO DE ANÁLISE CRÍTICA DE FILMES

Tal como tínhamos combinado ontem, aqui vos envio para discussão, a minha proposta de guião de análise de filmes:

Ficha Técnica do Filme (Director/Realizador, Actores Principais, Ano, País de Origem, Características Específicas, - cores/preto e branco, duração)

Sinopse (Resumo breve do filme)

Principais conceitos filosóficos abordados (por exemplo, o sentido da existência, o Bem e o Mal, a relatividade dos valores, a importância da palavra no discurso político, a Liberdade, a cultura científica e tecnológica, o destino e o acaso, etc.)

Opinião pessoal sobre o filme (uma opinião fundamentada sobre o conteúdo do filme e também sobre os seus aspectos estéticos. Não terá que ser forçosamente uma opinião favorável ao filme)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sugestão de Filme

Gostaria de propor um filme para a próxima (ou pelo menos para as próximas aulas). É um filme alemão, de 2008, chamado "A Onda", baseado em factos reais ocorridos numa escola secundária da Califórnia em 1967.
Resumidamente, é a história de um professor que, aproveitando a "semana de projectos" da sua escola (supostamente uma semana onde são dadas várias aulas sobre vários sistemas políticos diferentes) decide escolher dar aulas sobre anarquia. A coisa não lhe sai muito bem e acaba na turma das ditaduras. Ao aperceber-se que os alunos da sua turma não acreditam que volte à Alemanha outra repressão como o III Reich, decide criar ele próprio, sem os próprios alunos perceberem, uma ditadura dentro da sala de aula que, como depois se verá, se irá rapidamente espalhar, com consequências inesperadas.
Não é bem um filme sobre jovens em revolta é, pelo contrário, um filme que mostra jovens que são rapidamente influenciados por algo que lhes é imposto: uma ditadura. Eu achei interessante já que dá para perceber muito bem como ascenderam, por exemplo, os nazis, só não sei se é melhor ver o filme neste período relacionado com "jovens em revolta" se com o período dos "sistemas políticos".

Trailer:

Gonçalo Lima

Novidades

Olá Pessoal!
Queria só informar-vos que já apaguei a última sondagem, onde somos questionados em relação ao que achamos sobre o primeiro filme (“Pump Up the Volume”). Uma esmagadora maioria de 80% “gostou” desta primeira exibição.
Abri uma nova sondagem, onde somos questionados se preferimos o primeiro ou o segundo filme (“Rumble Fish”), apesar de eu reconheçer que não é muito justo compararmos os dois filmes, Mesmo assim votém!
Abraços,
Alexandre Evaristo

P.S: Já tive a fazer alguma pesquisa em relação a filmes para a próxima aula, amanhã digo qualquer coisa.

Uma mera opinião

Hoje em dia a sociedade reprime-nos, somos salvo várias excepções o que a sociedade quer que sejamos. Quer queiramos quer não é esta a verdadeira realidade..
Na minha opinião é o meio, as experiências e as relações nele existentes que nos constroem como pessoas, que nos fazem homens e mulheres do amanhã..
Após a visualização de ambos os filmes esta minha ideia foi totalmente reforçada.
Nunca somos 100% nós próprios, pois, nunca nos conhecemos totalmente, nao sabemos até onde irão os nossos limites e o nosso controlo.
Somos alvo de pressões constantemente. A perfeição não existe mas, mesmo assim, todos ambicionam alcança-la...
As bases e os alicerces educativos são fundamentais para o nosso equilíbrio.
Cada vez mais, somos influenciados por quem está ou não, mais perto de nós e institivamente na falta de pai e mãe, seres tão necessários na nossa formação como indivíduos e sociedade é inevitável a aproximação a outro alguém, exemplo disso claramente evidenciado no filme " Runble Fish" mas também no filme "Pump the volume", mas neste último de maneira diferente.
A sede de revolta, de liberdade, de comunicação, de querer fazer e querer ser são temas predominantes em ambos os filmes, sendo que a rebeldia tem o papel preponderante.
A capacidade de conseguirmos ser quem não somos, de termos duas facetas, dois lados (bipolaridade) é o assunto mais interessante, na minha visão, do filme "Pump the volume"

Rute Lopes

Uma mera opinião

Hoje em dia a sociedade reprime-nos, somos salvo várias excepções o que a sociedade quer que sejamos. Quer queiramos quer não é esta a verdadeira realidade..
Na minha opinião é o meio, as experiências e as relações nele existentes que nos constroem como pessoas, que nos fazem homens e mulheres do amanhã..
Após a visualização de ambos os filmes esta minha ideia foi totalmente reforçada.
Nunca somos 100% nós próprios, pois, nunca nos conhecemos totalmente, nao sabemos até onde irão os nossos limites e o nosso controlo.
Somos alvo de pressões constantemente. A perfeição não existe mas, mesmo assim, todos ambicionam alcança-la...
As bases e os alicerces educativos são fundamentais para o nosso equilíbrio.
Cada vez mais, somos influenciados por quem está ou não, mais perto de nós e institivamente na falta de pai e mãe, seres tão necessários na nossa formação como indivíduos e sociedade é inevitável a aproximação a outro alguém, exemplo disso claramente evidenciado no filme " Runble Fish" mas também no filme "Pump the volume", mas neste último de maneira diferente.
A sede de revolta, de liberdade, de comunicação, de querer fazer e querer ser são temas predominantes em ambos os filmes, sendo que a rebeldia tem o papel preponderante.
A capacidade de conseguirmos ser quem não somos, de termos duas facetas, dois lados (bipolaridade) é o assunto mais interessante, na minha visão, do filme "Pump the volume"

Rute Lopes

"Pump Up The Volume"

Para inaugurar as críticas no blog deixo aqui a minha ao "Pump Up the Volume". Não tem ficha técnica, nem propriamente uma sinopse, mas ainda assim gostaria de saber a vossa opinião sobre ela:


         Por onde começar?? “Pump Up the Volume” é um poderoso filme sobre rebelião, revolta, problemas da adolescência e o vicioso e rotineiro “sistema”. Entediado com a vida quotidiana, extremamente encarceradora que o aprisiona dentro da sua mente, Mark, estudante de um excelente liceu dos Estados Unidos da América, decide iniciar uma rádio anónima nocturna, inicialmente por brincadeira, mas que vai ganhando seriedade ao longo do filme e que vai gradualmente aumentando o número de ouvintes. Este tímido aluno com inseguranças típicas da adolescência, por exemplo não conseguir relacionar-se com pessoas, veste a sua capa esvoaçante e o seu “maillot” de Lycra vermelho e combate o vilão: os problemas dos adolescentes. Em vez de super-força, este herói do século XX utiliza armas intelectuais, como a crítica à sociedade e o aconselhamento aos seus aduladores. Faça chuva ou faça sol, às 22h em ponto, batalha dia após dia com os seus super-poderes que o fazem ultrapassar os seus medos e limites, tornando-se numa espécie de guia espiritual dos jovens que o ouvem e seguem o seu lema, “So be it”, e conselhos. Resumindo, um Super-Homem-Dalai-Lama da juventude oprimida, que à noite tira os óculos e a camisa e deixa de ser Clark Kent para dirigir o seu “rebanho” obediente que nele procura segurança, apoio e um líder que os guie numa revolução que não é assim tão pacífica. A sua Kryptonite? Relações interpessoais. Nos últimos momentos do filme Mark deixa cair a máscara, revelando que era o locutor da rádio pirata. Ele jamais será Clark Kent, já não tem medo de se relacionar com seres humanos cara-a-cara, já perdeu as inseguranças. Prevalecerá, apenas, para o resto da sua vida, o Super-Homem-Dalai-Lama revolucionário.


Miguel Sousa


Próximo filme

Sobre a juventude inquieta a minha proposta para o próximo filme é "This is England", um filme independente de Shane Meadows, e, pessoalmente, um dos meus favoritos. Eu tenho "sacado", mas um amigo meu tem mesmo em dvd e eu posso-lhe pedir emprestado... Sinceramente já vi o filme há uns anos atrás e não tenho a certeza se se relaciona totalmente com os que vimos nas últimas duas aulas, mas aqui fica a sinopse e o trailer:

Sinopse

Shaun tem 12 anos e vive com a mãe em uma pequena cidade costeira na Inglaterra, em 1983. Solitário, sofre com a ausência do pai, morto na Guerra das Malvinas. No começo das férias escolares, conhece uma gangue de skinheads, na qual encontra a amizade e os modelos de comportamento que procurava. Numa festa, é apresentado a Combo, skinhead mais velho que acabou de sair da prisão e o adota como protegido. A postura racista do homem impressiona os jovens, mas todos o admiram, e logo a gangue começa a aterrorizar as minorias étnicas da vizinhança.

Trailer

http://www.youtube.com/watch?v=H0jkv2bRFgQ

Miguel Sousa

Sugestão para Filme


Lembrei-me hoje de um filme que vi há muitos anos que fala sobre a pré-adolescência e os problemas que ela traz. Acho que poderia ser interessante para vermos na próxima aula. E por acaso tenho o filme em DVD, fui verificar agora.

"Stand by Me", de Rob Reiner


É claramente um filme muito mais leve do que o "Trainspotting" (embora nunca tenha visto), mas não deixa de tocar em assuntos que são, na minha opinião, interessantes para o debate.
Portanto fica aqui a sugestão :)

Zillah Clarke

Um opinar


Num tema permanentemente contemporâneo, o da inquietação dos jovens, tanto Rumble Fish como o Pump up the Volume se encaixam. Ambos nos revelam situações em que os jovens se sentem algo perdidos num mundo que os reprime.
Embora integrem o mesmo tema geral o primeiro filme, Pump up the Volume, apresenta-nos de forma mais directa jovens revoltados com uma sociedade que os esmaga: pressão constante para se ser brilhante; o segundo filme, Rumble Fish, já trata uma realidade diferente em que os jovens tentam de forma quase desesperada fazer parte de algo significativo.
A solidão, o tédio, a loucura, a liberdade são termos que surgem maioritariamente subentendidos e que conduzem o sentido dos filmes numa determinada direção mas ao mesmo tempo em direções diferentes consoante as definições pessoais.


саша

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Rumble Fish"



Fica aqui um trailer e uma crítica do filme (do grande Roger Ebert)ao filme desta semana, "Rumble Fish" de Francis Ford Coppola.

Até Amanhã pessoal!
Alexandre

Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=7voEoWRKbAE

Crítica:
http://rogerebert.suntimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/19830826/REVIEWS/50826002/1023

O novo filme

Reparei agora que não cheguei a falar do filme que sugiro que vejamos amanhã..

Na sequência deste ciclo sobre inquietação juvenil, proponho o visionamento do célebre filme de Francis Ford Coppola (o mesmo cineasta do Padrinho e de Apocalipse Now) Rumble Fish de 1983 que, em português recebeu de Juventude Inquieta. No final faremos um debate em que tentaremos analisar criticamente os dois filmes (este e o Volume no Máximo). Se alguém quiser colocar aqui um link com o trailer ou críticas ao filme seria bastante bom, como forma de enquadramento do que vamos ver.

Entretanto, se alguém quiser colocar aqui textos sobre o Volume no Máximo, pode e deve fazê-lo como forma de complementarmos o debate que faremos na própria aula.

Bom filme

Jorge

Entrada no blog e novo filme

Olá a tod@s!

Antes de mais, os meus parabéns ao Alexandre pelo magnífico trabalho que realizou. O blog está muito bonito, como todos podem constatar.

Como afirmei na aula, o Janela Indiscreta vai ser um importante instrumento de trabalho e de convívio entre todos nós, alunos e professor da turma de Filosofia e Cinema. Mais relevante ainda vai ser, porque a nossa turma é constituída por alunos provenientes de seis turmas distintas e que no dia a dia não terão muitas possibilidades de se encontrarem e de falarem nos filmes e nos temas abordados nas aulas. Gostaria que se tornasse um hábito regular da vossa parte, visitarem o Janela Indiscreta e participarem activamente nas actividades (discussões de filmes, apresentação e divulgação de iniciativas, etc).
Estive a consultar o site da Cinemateca e, pelo menos até ao final de Setembro, não há nenhum filme relevante que justifique uma visita nossa, pelo menos no horário da sessão das 15, 30 que é a única que nos convém.

Jorge

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Origem


Olá a todos!
Este blog tem como grande objectivo dar a conhecer as aventuras cinematográficas dos alunos da Área de Projecto de Filosofia e Cinema, leccionada na Escola Secundária de Camões pelo Prof. Jorge Saraiva. Aventuras cinematográficas estas, resultado não só do visionamento de um filme por semana em aula (acompanhado de um debate), mas também por outras a título individual dos alunos da turma.

Nesta primeira semana (após a necessária apresentação) assistimos ao filme “Volume no Máximo” (1990) de Allan Moyle (com um Christian Slater no topo da sua carreira, que já vai longe!). Um filme que nos conta a história de um jovem que cria uma rádio (pirata) para criticar a situação de alguma repressão que se vivia na sua escola. Um filme que vai de acordo com o tema dos problemas juvenis (que ao longo deste período abordaremos). Deixei uma sondagem no canto superior direito do blog em relação ao que acharam deste filme. Caso queiram desenvolver um pouco mais a vossa opinião sobre o mesmo (ou outro assunto que queiram partilhar), façam-no nesta nossa nova casa (não só nossa, mas também de todos aqueles que nos queiram visitar).

Abraços,
Alexandre Evaristo

P.S: Adicionei uma barra de vídeo onde poderão assistir a entrevistas do crítico de cinema online “Chuck”. Aqui fica para já, o trailer de "Volume no Máximo":

http://www.youtube.com/watch?v=MuhHPQxS2nQ